Depois de reconciliação com Hervázio, Odon anuncia apoio a Léo para vereador

0
85

Uma rusga que existia desde 2007 entre os irmãos Odon e Hervázio Bezerra foi superada no São João deste ano em Bananeiras. Os dois fizeram as pazes e posaram para fotos ao lado de familiares. Mais do que isso, Odon anunciou de maneira pública que apoiará a pré-candidatura do sobrinho, Léo Bezerra (PSB) para vereador em João Pessoa. O rapaz já havia disputado uma vaga na Câmara da capital nas últimas eleições, mas não conseguiu se eleger, embora tenha obtido 3.992 votos. Naquela ocasião, o tio ajudou na campanha do advogado Helton Renê, então filiado ao PP, que chegou ao mandato com 3.089 votos.

“Sempre houve um apelo forte das minhas irmãs. Elas sempre insistiram na nossa reconciliação. Além disso, havia a pressão dos sobrinhos e dos amigos comuns. Nos dividimos e perdemos com esse afastamento tanto no nosso convívio como eleitoralmente. A eleição para deputado federal dele foi prejudicada e meus pleitos estaduais também, inegavelmente. As perdas pessoais, então, não podemos medir”, disse Hervázio Bezerra.

O deputado acrescentou que ele e o irmão resolveram ceder aos apelos de parentes e amigos e fizeram as pazes: “Deixamos de lado as diferenças que vinham da época do quinto constitucional quando o Cássio Cunha Lima preferiu Joás de Brito para desembargador e Odon me responsabilizou por isso. Ele passou a apoiar outro candidato, eu me revoltei e rompemos politicamente. Mas, nossas divergências eram apenas de ordem política. Não tínhamos e nem temos mágoas pessoais. Nossa família está em paz e fico alegre por superar esse período tão difícil”, declarou Hervázio.

A escolha do quinto constitucional se deu em novembro de 2007 quando o então governador Cássio Cunha Lima anunciou no programa semanal de rádio do Governo que Joás de Brito Pereira era sua escolha para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça. Odon Bezerra figurava naquela lista tríplice ao lado de Caius Marcelus. O principal cabo eleitoral de Odon era o irmão, Hervázio, enquanto que Joás tinha a simpatia do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, pai de Cássio.

Comentários