PMDB sinaliza que não vai manter aliança com PSB na Paraíba

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Em processo de definições de alianças para as eleições municipais, o senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB, sinalizou que está em via de romper definitivamente com o governador Ricardo Coutinho (PSB). “Temos divergências em relação à capital e eu diria, de forma mais extensiva, em relação ao processo de eleições”, declarou Maranhão, minutos antes do início da cerimônia de filiação dos deputados estaduais Ricardo Marcelo e Jullys Roberto, na  manhã desta segunda-feira (16).  

Maranhão disse que não fez nenhum acordo com Ricardo Coutinho, além de ter votado com ele. “O PMDB votou lealmente. Tanto assim que ele perdeu no primeiro turno e ganhou com grande margem no segundo turno. Nós fomos corretos e leais. Mas em todas reuniões o consenso é de que não teria condições de cobreviver como está”, disse.

Para recompor a musculatura estadual, José Maranhão aponta que a recomposição do PMDB na Assembleia Legislativa da Paraíba, com a chegada dos dois parlamentares, que já haviam sido peemedebistas, também é positiva para fortalecer a legenda. O partido perdeu os deputados Trocolli Junior e Gervásio Maia para o Pros e PSB de Ricardo Coutinho, respectivamente. “Mas se a política pudesse ser quantificada em números, com essas duas filiações superamos as que perdemos. Estamos maiores do que estaríamos na situação contrária”, comentou Maranhão.

A tendência é que a bancada acabe unificando posicionamento como oposição ao governo na Assembleia. Na prática, entretanto, a bancada do PMDB segue dividida, com os suplentes com mandato Jullys Roberto e Olenka Maranhão, além de Nabor Wanderley, seguem ainda votando com o governo, de um lado, e de outro com Raniery Paulino e Ricardo Marcelo na oposição.

A aproximação do PSDB e do PMDB na esfera nacional, em decorrência do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, também foi apontado pelo próprio senador como um dos motivos que depõem contra a manutenção da aliança do seu partido com o PSB estadual. A posição do governador Ricardo Coutinho de se colocar como ferrenho opositor ao impedimento de Dilma Rousseff tem desagradado Maranhão, que classificou a opinião do socialista de que a ação seria um ‘golpe’ como um “grande equívoco”. “O processo de impeachment está regulado na constituição”, disse. 

Sem ajuda

Sobre os recursos federais pleiteados pelo governador Ricardo Coutinho em Brasília, o senador reiterou a sua disposição de ajudar o governo estadual. “Estou à disposição do governo para tudo o que precisar, mas não vou procurá-lo”, garantiu. Além de empréstimos pendentes, o governador Ricardo Coutinho tem verbas para obras em andamentos e novos projetos contingenciados pelo governo federal.

“Eu soube apenas de um recado genérico, que ele como um governador de muita força, muito prestígio, deu aos auxiliares, dizendo que aqueles que tivessem conhecimento com algum parlamentar deveria procurar. Ora, quem está no primeiro lugar, para ter essa obrigação de procurar os membros da bancada é ele próprio, principalmente como se trata de aliados como José Maranhão”, disse.

Fonte: Jornal da Paraíba.

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