Comissão retira delação de Delcídio do pedido de impeachment

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Brasília - Sessão para votação dos integrantes da comissão especial destinada a dar parecer sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (Wilson Dias/Agência Brasil)

Os integrantes da comissão especial que analisa na Câmara o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff decidiram nesta terça-feira (22) não incluir no processo as denúncias feitas pelo ex-líder do governo Delcídio do Amaral no acordo de delação premiada.

Na última quinta (17), a câmara anexou ao pedido de impeachment, por decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o conteúdo da delação de Delcídio, no qual o senador do Mato Grosso do Sul faz uma série de acusações à presidente da República.

O anúncio oficial sobre a retirada das denúncias do ex-líder do governo do pedido de impeachment foi feito pelo presidente da comissão especial, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), durante a reunião desta terça.

O parlamentar do Distrito Federal argumentou que não compete à comissão a produção de provas e que o julgamento do mérito caberá eventualmente ao Senado.

“Decido que essa comissão não considere o documento juntado como objeto de análise porque aqui não é a instância competente para a produção de prova”, disse.

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), entretanto, informou que irá recorrer da decisão à mesa diretora da Câmara.

Em meio à reunião desta segunda-feira (21) da comissão especial, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) cobrou que fosse retirado do processo o conteúdo da delação do ex-líder do governo.

O petista defendeu que a comissão se limitasse a analisar os argumentos usados por Cunha para autorizar o processo de impeachment: as “pedaladas fiscais” e a edição de créditos suplementares.

Deputados do PT e do PC do B haviam advertido à oposição que recorreriam à Justiça caso as denúncias do senador sul-matogrossense fossem anexadas ao pedido de impeachment.

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