Colombianos são presos suspeitos de crime financeiro na Paraíba

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Cinco colombianos, sendo quatro homens e uma mulher, foram presos em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, suspeitos de crime contra a economia. O grupo estaria emprestando dinheiro a juros de maneira ilegal na cidade. Com eles foram apreendidos dinheiro, duas motos, carro, além de cartões de visitas e panfletos. Segundo a Polícia Civil, antes de chegar à Paraíba, eles também realizavam esta atividade no Amazonas e Amapá.

O grupo estava sendo investigado há cerca de quatro meses pela Delegacia de Roubos Furtos, após algumas denúncias anônimas de que estavam emprestando dinheiro a juros.

De acordo com a investigação, eles ofereciam empréstimos no Centro de Campina Grande, chegando a fazer panfletagem, usando o nome de uma empresa que não existe.

“Eles usavam o nome de uma empresa para tentar passar uma credibilidade maior. Os principais alvos eram pequenos comerciantes. A informação que temos é que, quando as pessoas não pagavam os empréstimos, eles extorquiam e agrediam as vítimas, mas essas agressões ainda não foram confirmadas. Devemos ouvir pessoas que usaram esses empréstimos para confirmar” disse o delegado Ramirez São Pedro.

Os colombianos foram presos no início da noite de terça-feira (22), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, no apartamento onde eles moram, no bairro Catolé, em Campina Grande. No local também foram apreendidas agendas e notebooks com anotações e planilhas. “Havia nomes de pessoas que teriam pego os empréstimos, dados e datas para pagamento”, acrescentou o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os colombianos assumiram a prática e disseram que já realizaram esta mesma atividade na cidade do Macapá, no Estado do Amapá, e em Manaus, no Amazonas. “Eles chegaram ao Brasil há cerca de dois anos e ficaram surpresos com a prisão. Os cinco suspeitos foram autuados em flagrante por associação criminosa e crime contra a economia do país. Eles foram ouvidos e responderão ao processo em liberdade”, destacou o delegado Ramirez.

A Polícia Civil destaca que apenas instituições credenciadas pelo Banco Central podem realizar financiamentos e empréstimos.

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