Delegada e escrivão presos na Operação ”Cara de pau” ficarão afastados das funções até conclusão do inquérito

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A delegada Maria Solidade de Sousa, presa nessa quinta-feira (22), e o escrivão da Polícia Civil que foi preso junto com ela, ficarão afastados de duas funções até que o inquérito seja concluído. Eles são acusados de extorsão e há um vídeo que mostra o momento em que a delegada cobra pagamento de um agente da Polícia Rodoviária Federal para amenizar um inquérito contra ele. O agente pagou R$ 2,5 mil.

Essa não é a primeira vez que ocorrem problemas envolvendo a delegada Maria Solidade de Sousa. Em 2015, ela foi acusada de desviar dinheiro do pagamento de fianças na delegacia na qual trabalhava.

Em entrevista ao ClickPB, a delegada-geral da Polícia Civil da Paraíba, Cassandra Guimarães, explicou que na época do primeiro processo, Maria Solidade foi inocentada, mas Cassandra não soube dizer se ainda cabe recurso. ”Nós vamos procurar saber se esse processo já foi realmente concluído, ou se ainda dá para recorrer”, disse.

Cassandra Guimarães afirmou que a delegada ainda não foi demitida ou expulsa da Polícia, porque é preciso respeitar os procedimentos e garantir o direito à defesa, de modo que uma decisão dessas só pode ocorrer com a conclusão das investigações. Enquanto isso não ocorre, porém, tanto a delegada, quanto o escrivão que estava envolvido no caso, estão afastados das funções.

”Todas as medidas administrativas foram tomadas. Eles já foram afastados das funções e todas as comunicações que saíram na imprensa sobre o caso foram coletadas para serem juntadas ao processo. Agora esperamos um encaminhamento por parte do Ministério Público”, contou Cassandra Guimarães.

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