Morte de modelo foi motivada por ‘ciúmes e machismo’, diz delegado: ‘se sentia o dono dela’

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Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (23), a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal contaram detalhes do assassinato da modelo Lourrayne Silva, de 19 anos, encontrada morta no domingo (20) na Paraíba. Segundo o delegado Walter Brandão, o crime foi motivado por “ciúmes e machismo” e que Kennedy Ramon, ex-namorado da vítima, “se sentia o dono dela”.

O desaparecimento de Lourrayne foi registrado no dia 14 de dezembro na Polícia Civil da Paraíba. Segundo o superintendente da Polícia Civil, Luciano Soares, a família da modelo informou que ela viajava de Goiás para a Paraíba para passar as festas de fim de ano e, que perdeu o contato com a vítima, após ela ter avisado que tinha chegado ao estado.

As investigações do desaparecimento começaram e a Polícia Civil conseguiu descobrir que Lourrayne teria ido para Lucena, Litoral Norte do estado. De acordo com o depoimento de Kennedy, apesar de estarem separados, a vítima e o suspeito ainda mantinham contato e ela o avisou quando chegaria na Paraíba.

Kennedy buscou Lourrayne no aeroporto e, de acordo com o suspeito em depoimento prestado à Polícia Civil da Paraíba, ela teria ido com ele para Lucena por vontade própria. Na casa de veraneio, alugada pela família do suspeito, eles conversaram sobre a relação e discutiram após a jovem falar que não queria reatar com o ele. Kennedy disse à polícia que estrangulou a jovem para “contê-la” e “acabou perdendo a noção da força”.

Ele colocou o corpo da jovem no carro e dirigiu até jogá-lo embaixo de uma ponte na BR-230, nas proximidades da região conhecida como Café do Vento, no município de Sobrado. Kennedy também queimou todos os pertences da vítima, segundo o delegado João Paulo Amazonas.
Kennedy Ramon Alves Linhares, 32 anos, e Lourrany Silva, de 19 anos — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Kennedy Ramon Alves Linhares, 32 anos, e Lourrany Silva, de 19 anos — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Ainda de acordo com o delegado João Paulo Amazonas, Kennedy contou nesta quarta-feira (23) que fugiu para Campina Grande após o crime, onde se livrou do próprio veículo e pegou carona em um caminhão até Caicó, no Rio Grande do Norte.

Em Caicó, dois amigos de Kennedy ofereceram uma carona para o suspeito até o Sul do país. Segundo o delegado, os amigos foram ouvidos e liberados pois não sabiam do crime. Kennedy pretendia fugir para Santa Catarina.

O suspeito chegou nesta quarta-feira (23) em João Pessoa e foi levado para a Central de Polícia da capital paraibana.

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