Prefeito de Cabedelo decide fechar casa de festas e suspender eventos com aglomeração

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O prefeito reeleito de Cabedelo, Vitor Hugo, decidiu neste domingo (6), fechar as casas de festa e proibir a realização de eventos com aglomeração de pessoas na cidade, inclusive em locais abertos e semiabertos. A decisão atende a recomendação do Ministério Público da Paraíba, diante do novo cenário epidemiológico apresentado com aumento do número de casos e do índice de transmissibilidade na Grande João Pessoa.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) neste domingo, Cabedelo é a segunda cidade da Paraíba com o maior número de casos confirmados no comparativo com o sábado, perdendo apenas para a vizinha João Pessoa.

Vitor Hugo disse que o novo decreto, que será publicado nesta segunda-feira (7), eventos que não apresentaram previamente protocolo de segurança tais como espaçamento de mesas, o uso obrigatório de máscara, todos sentados, álcool em gel, 30% da capacidade do local, estarão todos cancelados.

A decisão atinge dois eventos que entraram no radar de preocupação do promotor Francisco Bergson Gomes Formiga, que expediu a recomendação. Além do evento religioso “Vigília da Virada’, previsto para ocorrer às 22h do dia 05 de dezembro até as 05h do dia 06 de dezembro, no Forrock, o MP recomendou que a prefeitura de Cabedelo também suspenda o “Réveillon 7 Ondas, que deverá ser realizado no Unique Beach, na beira mar da praia de Camboinha.

Sem Réveillon

O prefeito de Cabedelo já havia anunciado a suspensão da tradicional festa de Réveillon com queima de fogos na orla, também como medida de preventiva para evitar a aglomeração de pessoas nas praias da cidade.

Segundo o comunicado, divulgado na última quarta-feira (2), a medida pelo cancelamento dos eventos é tomada após outras cidades circunvizinhas, como João Pessoa, também anunciarem o cancelamento de suas festas de Réveillon. Nas últimas semanas a ocupação de leitos de UTI na região aumentou, chegando a 64%, até a quarta-feira (1º).

Vitor Hugo também descartou a possibilidade de “lockdown’, ou seja, do fechamento do fechamento de estabelecimentos comerciais, estabelecido para impulsionar as medidas de distanciamento social. Ele garantiu que vai manter o diálogo com os comerciantes para diminuir a quantidade de pessoas nos locais e intensificar as medidas de prevenção à Covid-19.

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