CRM diz que há sexo e consumo de drogas em enfermarias do ‘Trauminha de Mangabeira’, em João Pessoa

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O presidente do Conselho Regional de Medicina do estado (CRM-PB), Roberto Magliano de Morais, disse que além de irregularidades encontradas no Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity, o Trauminha, houve denúncias de consumo de entorpecentes e prática de sexo em enfermarias no interior da unidade. A revelação foi feita na manhã desta sexta-feira (29), durante entrevista coletiva.

Confira abaixo a lista das principais inconformidades identificadas no hospital pela inspeção da CRM-PB:

Escala médica incompleta, especificamente nos sábados e domingos, tendo apenas um médico para atender sozinho as salas vermelha e verde, além da urgência
Falta de medicamentos (Antibióticos, Anti-inflamatórios, Anticoagulantes)
Falta de material cirúrgico (Telas, órteses, próteses, gazes, luvas, drenos, campo cirúrgicos, roupas, fios cirúrgicos)
Quantidade insuficiente de equipamentos para atender a demanda (capnógrafos, monitores e respiradores)
Ambiente inseguro (relatos de agressão e de consumo de substâncias ilícitas no interior da unidade)
Consultório médico sem maca para examinar paciente
Pacientes com cirurgia infectada na mesma enfermaria de pacientes com cirurgia limpa
Mais de sete dias para a realização de cirurgias
Leitos sem lençóis
Falta de higiene nos quartos e banheiros, com mofo e presença de insetos
Estrutura física das enfermarias em péssimas condições, com banheiros necessitando de reparos
Iluminação insuficiente nas enfermarias para a realização de procedimentos técnicos
Falta de privacidade (Apesar das enfermarias estarem separadas por sexo, os acompanhantes são, na grande maioria, do sexo oposto)
Cadeiras de rodas para transporte dos pacientes com defeitos
Enfermarias sem ventilação, sendo utilizado grande números de ventiladores levados pelos acompanhantes
Leitos com defeitos (camas sem elevação de cabeceiras)
“Em quatro anos fizemos 10 fiscalizações. As irregularidades não foram sanadas, ele continua em péssimas condições, diria até que piorou muito, e a razão para interditar é justamente essa. Essas irregularidades tem um potencial de risco alto para os médicos e para quem procura o serviço.”

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