Lava Jato mira repasses indevidos para partido político e empresas paraibanas

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A Polícia Federal cumpre, neste terça-feira (25), mandados na Paraíba em um desdobramento da Operação Lava Jato.

A ação, desencadeada em Cabedelo, João Pessoa, Campina Grande e Brasília, é originária de Curitiba, berço das investigações. A PF não divulgou quem são os alvos.

Durante as investigações, foi identificada uma Organização Criminosa formada por executivos de grandes empreiteiras, que, por meio da formação de cartel e pagamento sistemático de propina a Diretores da PETROBRÁS, fraudava o caráter competitivo de licitações realizadas pela estatal.

As irregularidades cometidas em detrimento da PETROBRÁS foram trazidas à tona no bojo da Operação Lava Jato.

A presente fase tem por objeto a apuração de supostos delitos de corrupção passiva e lavagem de capitais. Conforme apurado o investigado teria solicitado e recebido pelo menos R$ 4 milhões, a fim de “blindar” os executivos das grandes empreiteiras, envolvidas no esquema de corrupção que vitimou a PETROBRÁS.

Consoante declarações prestadas por executivos de uma grande empreiteira em acordos de colaboração premiada, as vantagens indevidas destinadas ao investigado teriam sido pagas pela empreiteira por meio de doação a um partido político e repasses a empresas sediadas na Paraíba.

Os pagamentos feitos pela empreiteira a tais empresas foram justificados em contratos fictícios ou superfaturados, e os valores respectivos seriam sacados pelos representantes das empresas e entregues em espécie a intermediários do investigado.

O nome da operação é uma alusão à origem histórica das CPIs. Segundo historiadores, tal origem pode ser associada a reuniões praticadas por monges budistas há milhares de anos, quando se sentavam em círculo (ombro a ombro) no sopé das montanhas, para meditar e apurar causas do mal-estar geral.

Blog de Wallison Bezerra

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