Polícia investiga morte de mulher trans após aplicação de silicone industrial em clínica clandestina, em JP

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A Polícia Civil está investigando a morte da militante LGBT, Maísa Andrade, de 34 anos, após aplicar silicone industrial, em uma indústria clandestina, em João Pessoa. Maísa morreu nesta quarta-feira (5), no Hospital de Trauma de João Pessoa.

O delegado de homicídios, Carlos Othon solicitou o exame cadavérico e disse que alguns depoimentos já foram prestados à polícia, porém preferiu não informar quem prestou depoimento nesse momento para evitar a exposição das pessoas.

De acordo com um amigo da vítima, a clínica fica localizada no bairro do Varadouro. Ela passou mal durante o procedimento na perna, e foi socorrida pela pessoa que fazia a aplicação.

O Samu informou que Maísa foi socorrida na terça-feira (4),  com taquicardia, hipertensão, vômitos e convulsões. Apesar de estar desorientada, ela ainda estava consciente e informou aos socorristas que tinha aplicado o silicone industrial.

Ainda de acordo com informações da assessoria do Trauma de João Pessoa ao ClickPB, Maísa foi internada em estado gravíssimo e diagnosticada com embolia pulmonar, que é a obstrução de artérias do pulmão com coágulos de sangue.

O Movimento em Defesa dos Direitos Humanos da População LGBT do Município de Cajazeiras, do qual a mulher trans morta era integrante, divulgou nota em rede social lamentando a morte dela. Maísa era nascida e moradora do município do Sertão da Paraíba.

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