Mulher que teve material cirúrgico ‘esquecido’ em barriga na Cândida Vargas morre de parada cardiorrespiratória

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Morreu na noite desta quarta-feira (25) a mulher, de 28 anos, que estava internada na Maternidade Cândida Vargas após um suposto erro médico durante um parto cesariano. De acordo com a direção do hospital, Kellyane Neri sofreu uma parada cardiorrespiratória. A morte cerebral da paciente já havia sido confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira (19).

A família de Kellyane acusa que materiais cirúrgicos tenham sido esquecidos dentro da mulher após a realização de um parto cesariano na unidade de saúde.

O parto aconteceu no dia 11 de setembro e no dia 14 do mesmo mês a paciente retornou para casa. Um mês após a liberação, Kellyane retornou à maternidade sentindo dores na barriga.

Segundo Maria das Dores, mãe de Kellyane, no hospital foi detectada uma bactéria no corpo da paciente. Após sete dias de internação para tratar a bactéria, uma ultrassom foi realizada em Kellyane, que passou por três cirurgias devido a perfurações no intestino grosso e delgado, de acordo com a família. Na última quarta-feira (18), familiares de Kellyane protestaram em frente à Maternidade Cândida Vargas.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a Secretaria Municipal de Saúde informou que os familiares estão recebendo todo o acompanhamento necessário por parte da equipe multiprofissional e, da direção do Instituto Cândida Vargas (ICV). Além disso, na última sexta-feira (20), foi disponibilizado à família, conforme solicitado, cópia do prontuário médico da paciente, dentro dos termos da lei, com as informações e todo histórico da assistência prestada.

Nesta quinta-feira (26), toda documentação e histórico clínico da paciente também será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB).

Na última segunda-feira (16), a secretaria de saúde de João Pessoa determinou a criação de uma comissão sindicante que deverá apresentar relatório conclusivo sobre a situação da paciente dentro do prazo de trinta dias.

Com G1

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