SMS elabora plano para conter o Aedes aegypti e pede colaboração da população

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de João Pessoa está elaborando um plano estratégico para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e também do Zika vírus, doença que vem causando temor na população após ser relacionada à ocorrência de microcefalia em bebês. Além das ações já realizadas, o gerente Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses, Nilton Guedes, atenta para a necessidade de colaboração da população.

Essa colaboração não seria apenas cuidar para evitar a infestação do mosquito na própria casa, mas em toda a cidade. De acordo com Nilton Guedes, o Centro de Zoonoses recebe muitos telefonemas de pessoas relatando problemas nas casas dos vizinhos. “O ideal seria que as pessoas fossem na casa de seus vizinhos, com educação, e os alertassem sobre a possibilidade de haver um foco do mosquito na casa dele, dessa forma, ele poderia tomar imediatamente as providencias necessárias para eliminá-lo”, explica. Guedes defende que com as pessoas colaborando entre si, as ações de combate ao vírus serão mais efetivas.

Outro ponto importante, segundo Guedes, é que a população evite armazenar água em casa. “João Pessoa não tem grandes problemas de abastecimento. Com exceções pontuais, o fornecimento de água costuma ser regular, sem racionamentos ou interrupções prolongadas, então não há necessidade de as pessoas armazenarem grandes quantidades de água em baldes e tonéis pois isso representa perigo”, defende.

O índice de infestação do mosquito em João Pessoa é considerado baixo, graças às seguidas campanhas e ações de conscientização realizadas nos últimos anos, mas para Guedes, é preciso dar continuidade e criar novas estratégias para acabar com a doença. Ele relata que está sendo preparado um histórico da infestação pelo mosquito em João Pessoa nos últimos 30 anos, bem como um relatório das ações que foram empreendidas e quais foram melhor sucedidas. Isso vai ajudar a tornar o enfrentamento mais eficaz.

Sintomas – Os sintomas do Zika vírus são semelhantes aos da dengue. Febre, dor de cabeça, dores no corpo, diarreia e enjoos. O paciente ainda pode apresentar coceira e erupção cutânea no rosto e no corpo, além de conjuntivite e fotofobia.

O Zika vírus foi isolado em seres humanos pela primeira vez na Nigéria há 20 anos e chegou ao Brasil em 2014, provavelmente trazidos por turistas durante a Copa do Mundo. No Brasil, o Zika vírus encontrou no Aedes aegypti o responsável por sua transmissão, bem como da dengue, da febre amarela e da febre chikungunya.

Assessoria

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