Praia de Jacumã registra o terceiro de caso de malária no Conde e mulher se interna no HU, em João Pessoa

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O terceiro caso de malária na Paraíba, em 2019, foi confirmado pelo Hospital Universitário (HU) Lauro Wanderley, em João Pessoa, nesta quinta-feira (11). O diagnóstico foi feito por meio de um teste rápido, entretanto, o tipo de malária não foi identificado e, por isso, outros exames devem ser realizados.

De acordo com a assessoria de imprensa do HU, a paciente tem 40 anos, mora no bairro de Jacumã, no Conde, e apresentava sintomas há cerca de semana, porém só procurou a unidade de saúde nesta quarta-feira.

O primeiro caso da doença no estado, este ano, foi constatado em uma mulher, de 35 anos, moradora do município do Conde, na Região Metropolitana da capital paraibana. Ela foi internada no mesmo hospital no dia 29 de março e, após passar por tratamento, recebeu alta no dia 9 de abril.

Já o segundo caso, foi diagnosticado em um homem, de 53 anos, que deu entrada inicialmente no Hospital de Ortotrauma de Mangabeira e, depois, foi transferido para o HU no dia 5 de abril, quando exames confirmaram a suspeita. Ele mora no município de Tavares, mas trabalha no Conde, segundo a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Saúde do Conte.

Até as 17h20 desta quinta-feira (11), o quadro clínico do paciente não havia sido informado pela assessoria de imprensa do HU. No sábado (6), ele já não apresentava mais febre alta e estava em tratamento, no setor de doenças infecto-parasitárias.

A Secretaria do Estado e a Secretaria Municipal do Conde investigam possíveis casos. Uma comissão especial foi formada com trabalhadores da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica da cidade para elaborar um relatório sobre o assunto, no prazo de 60 dias desde a data da descoberta da paciente.

Testes rápidos

O Governo Federal autorizou o envio de mais de 125 testes rápidos de malária para complementar o estoque estadual. A Paraíba também deve ser abastecida com medicamento para o tratamento da doença. As informações foram repassadas pelo Ministério da Saúde, no dia 9 de abril, que disse acompanhar a Paraíba para prestar o apoio necessário no combate à malária.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) declarou que já está disponibilizando técnicos qualificados para a ação de busca ativa de novos casos, realizando capacitação dos profissionais do Conde para técnica do teste rápido e coleta de lâminas. No Conde, também foi realizada a busca ativa na casa onde moram os venezuelanos e todos os testes deram negativo.

Malária

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, de 1994 a 2018 foram notificados 175 casos suspeitos de Malária. Destes, 70 são de pacientes residentes na Paraíba e todos foram registrados como casos importados, ou seja, pessoas que se deslocaram para regiões endêmicas, foram infectadas e retornaram para o estado de residência. Nenhuma morte foi registrada.

A malária não é uma doença comum no Estado, mas é transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles, que pode ser encontrado na Paraíba nas espécies An.aquasalis; An. albitarsis; An.bellator e An. Argyritarsis.

É necessário que o mosquito esteja infectado pelo protozoário Plasmodiumnas, nas espécies P. vivax, P. falciparum e P. malariae, que age na corrente sanguínea para causar a doença.

Além da transmissão por mosquito, a doença pode ser difundida por contato de uma corrente sanguínea com o sangue contaminado.

COm G1

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