Prefeito de Sobrado determina fechamento da prefeitura por cinco dias em protesto contra o corte de recursos

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O prefeito da cidade de Sobrado, George Coelho, determinou o fechamento da prefeitura da cidade por cinco dias. George administra uma das cidades mais equilibradas financeiramente da Paraíba, mas também passa por dificuldades financeiras com as quedas constantes do FPM e o aumento dos encargos com os programas do governo federal.

“A crise já nos atinge fortemente. Se os prefeitos não fizerem nada, a coisa vai piorar e com isso quem mais vai sofrer é o povo”, declarou o prefeito de Sobrado, que participará da mobilização dos prefeitos amanhã, 24, em frente a Assembleia Legislativa da PB. “Não apenas eu estarei lá, mas os prefeitos da PB que vão fechar as portas de suas prefeituras e promover a mobilização municipalista permanente”, disse George Coelho.

Essa manifestação ocorre a partir das 9h00 e tem por objetivo protestar contra a política do governo federal voltada para os municípios, mostrando a real situação financeira que atravessam as prefeituras paraibanas. Às 10h00, os prefeitos participarão de uma audiência pública na Assembléia Legislativa . Segundo o presidente da FAMUP (Federação das Associações de Municípios da PB), há prefeitos querendo entregar ao governo federal os programas pro ele implantados no município.

A Famup convidou todos os 223 municípios paraibanos para a mobilização. “Eu acredito que pela dificuldade que os municípios estão passando, os prefeitos vão estar aqui no dia 24, eu não tenho dúvida que a gente vai fazer um grande evento”, disse Tota. Os prefeitos reivindicam ainda desoneração de impostos e um diálogo com o governo para discutir o impacto dos aumentos salariais, o aumento do Salário Mínimo, o Piso Nacional do Magistério, e o Piso Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde. “A situação está insustentável. Mais de 50 municípios receberam agora no dia 10 receberam zero na primeira cota do FPM. O dinheiro que veio foi tão pouco que só deu para ser pago o INSS”, disse Tota Guedes, defendendo um encontro de contas com o INSS, porque em muitos casos a dívida dos municípios já foi paga.

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