GEO JP: Delegada confirma que zelador participava dos estupros contra quatro estudantes

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A delegada da Infância de Juventude de João Pessoa, Joana D´Arc, confirmou nesta terça-feira (12), que o zelador identificado como sendo ‘Erivan’, participava dos estupros contra crianças dentro do Colégio GEO Tambaú, da Capital.

Segundo a delegada, quatro vítimas estudantes do GEO já foram identificadas e dois inquéritos já concluídos e remetidos à Justiça. Os outros dois casos continuam em investigações.

“É um caso absurdo. As quatro vítimas que estudam no colégio confirmaram que o zelador participava dos abusos. Ele era conivente com a situação. Há relatos de que coloca até a placa de que o banheiro estava interditado para que ninguém presenciasse os estupros”, explicou a delegada.

Três adolescentes que participaram dos estupros já estão no Centro Educacional do Adolescente (CEA) e um continua foragido, mas com mandado de busca e apreensão expedido.

Protesto dos pais

Um áudio vazado de uma suposta reunião ocorrida na segunda-feira (11) entre pais de alunos e a diretoria do colégio Geo mostra que a escola teria abafado o suposto caso de abuso sexual praticado por adolescentes contra um menino de 8 anos, em maio do ano passado, na unidade de Tambaú, em João Pessoa. O áudio mostra ainda a revolta de muitos pais porque a escola não informou sobre o fato, não tomou providências e anunciou hoje que somente a partir de amanhã os alunos serão acompanhados por um adulto quando forem ao banheiro.

Nota GEO

Conforme a nota, o colégio “tem buscado junto ao Poder Público a apuração dos fatos. O Colégio está empenhado no esclarecimento integral da verdade. A partir do momento que tomou conhecimento da notícia, o Colégio GEO tem buscado junto ao Poder Público a apuração dos fatos. Em respeito à privacidade dos menores envolvidos, o procedimento tramita em segredo de justiça e no âmbito do Poder Judiciário. O Colégio está empenhado no esclarecimento integral da verdade”.

Entenda

Os abusos ocorriam nas dependências do colégio, mais precisamente dentro dos banheiros. O processo tramita em segredo de justiça desde maio de 2018, depois que a família da criança abusada sexualmente denunciou o fato.

Os três adolescentes foram apreendidos nos bairros de Manaíra, Estados e Tambauzinho, em João Pessoa. Eles foram encaminhados para o Centro Educacional do Adolescente (CEA).

 

 

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