Confira cinco dicas do que fazer​ para não perder o celular na folia

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A perda de celulares, por descuido, furto ou roubo, é cenário comum para quem participa de eventos com grande aglomeração de pessoas. No Carnaval, há sempre quem leve seu smartphone para garantir a melhor foto para as redes sociais, mandar uma mensagem para encontrar amigos na multidão ou solicitar um carro na volta para casa.

Nesses casos, um descuido pode fazer o folião entrar para as estatísticas de furto de celular.

Hariadna Mesquita, 24, conta que nunca foi vítima, mas que muitos conhecidos já passaram pela situação. “Ano passado, minha prima foi pro “mela-mela” no Carnaval do Paracuru com uns parentes e amigos. Ela levou o celular no bolso; tal hora, sentiu uma pessoa pegando na bunda dela e, quando olhou, o celular não estava mais.”

Nos Pré-Carnavais de 2019, os casos também são recorrentes. Milena Coelho, 19, estava no segundo sábado de Pré-Carnaval no Mercado dos Pinhões quando, pouco depois de fazer uma ligação e guardar seu aparelho, percebeu que não estava mais na bolsa. “Não vi quem pegou. Só sumiu mesmo.” A estudante conta que chegou a procurar os seguranças e policiais militares no local, mas “não fizeram absolutamente nada”.

“Quando percebi que não tinha mais jeito de ficar lá, porque tinha muita gente sendo furtada, fui pra casa e a primeira coisa que eu fiz foi o B.O eletrônico. Depois liguei pra operadora e bloqueei chip e celular”, relatou Milena. O POVO Online traz a seguir algumas dicas para quem, infelizmente, passou ou passará por essa situação.

1. Rastreie seu celular

Esse recurso é possível caso você tenha habilitado a opção de rastreamento nas configurações do seu smartphone e ele esteja ligado, com acesso à internet e GPS ativado. No Android, o rastreamento é possível graças ao serviço “Encontre meu dispositivo” do Google. Já os aparelhos da Apple tem o serviço próprio “Buscar iPhone”.

Ambos os sistemas operacionais funcionam com a mesma lógica. Ao realizar a busca por um aparelho, eles pedem o login da conta relacionada ao smartphone e informam a localização aproximada, além de algumas informações básicas como se está online ou offline, a qual rede está conectado e o nível de bateria. É possível, então, escolher entre três opções: reproduzir som, bloquear o acesso ao aparelho e limpar todos os arquivos do dispositivo.

2. Reporte a perda

Faça o boletim de ocorrência (B.O) o quanto antes. Abrir um B.O. é imprescindível para ativar o seguro do seu celular bem como para bloqueá-lo. Em alguns estados, você pode fazê-lo online. No Ceará, é possível fazer o boletim de ocorrência na  Delegacia Eletrônica. É preciso informar, além de seus dados e do furto, o fabricante, o modelo e o Imei do aparelho.

Mas o que é Imei? Assim como você tem um CPF, seu celular tem um número único de identidade no mundo: o International Mobile Equipment Identity (Imei). Ele pode ser consultado na caixa do produto, na nota fiscal ou diretamente no celular digitando *#06#. Ele também pode facilitar o bloqueio do celular. Por isso, tenha anotado em algum local seguro e que você possa consultar quando necessário.

Em paralelo, você precisará bloquear o chip com seu número, afinal ninguém quer ter que arcar com a conta de ligações enormes que não fez. Então, dirija-se à loja mais próxima da sua operadora ou entre em contato com o serviço de atendimento ao consumidor via telefone ou internet.

3. Desvincule o dispositivo de todas suas contas

Assim, você garante que quem encontrou o seu celular não terá como acessar a sua conta de e-mail ou das redes sociais, algo essencial para manter sua privacidade e sua segurança.

4. Mude suas senhas

Outros aplicativos e redes sociais não possuem a função de sair remotamente de suas contas. Nesse caso, o melhor a fazer é alterar a senha de cada serviço. Ao mudá-la, as contas estarão automaticamente inacessíveis.

5. Bloqueie o aparelho

Caso o aparelho tenha se perdido de vez, é possível solicitar o bloqueio de seu smartphone pela operadora ou pela polícia. Neste caso, o Imei dele será incluído no Cadastro de Estações Móveis Impedidas (Cemi), a fim de evitar que sejam habilitados com novas linhas.

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