TJ condena Arquidiocese da PB a pagar R$ 300 mil por pedofilia praticada por padre morto

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Padre Adriano morreu em abril de 2015, dois anos depois de ter se afastado após as acusações

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), condenou nesta terça-feira (22), a Arquidiocese da Paraíba ao pagamento de R$ 300 mil por como forma de reparo aos danos causados pelo padre Adriano José da Silva, que faleceu em 2015, que teria abusado de pelo menos 20 jovens, na cidade de Jacaraú, no Litoral Norte.

O julgamento foi adiado devido ao pedido de vistas do juiz Aluísio Bezerra. O desembargador relator José Ricardo Porto acompanhou o parecer da Procuradoria de Justiça e foi acompanhado pelo desembargador Leandro dos Santos. Apesar de adiado, o placar é irreversível já que falta apenas o voto do juiz. Entretanto, para a sentença ser proferida tem que haver o voto do magistrado Aluísio Bezerra.

O padre Adriano José foi encontrado morto em abril de 2015, na residência de seus pais, na cidade de Bezerros em Pernambuco. O sacerdote era acusado pelo então promotor de Justiça Marinho Mendes Machado de ter abusado sexualmente de pelo menos cerca de 20 adolescentes no município Jacaraú.

Ele morreu dois anos depois de ter se licenciado da Arquidiocese da Paraíba para cuidar de problemas pessoais e quando começaram as acusações pelos abusos. Havia relatos de que o religioso estava em profunda depressão após as denúncias que vieram à tona do seu envolvimento sexual com jovens da paróquia.

Denúncia

De acordo com denúncia formulada à justiça pelo promotor Marinho Mendes Machado, Adriano José protagonizava orgias com adolescentes dentro da casa paroquial. Ele pagava para que adolescentes tivessem relações sexuais com ele.

Os jovens chegaram a contar que recebiam entre R$ 30 e R$ 100. Alguns eram infratores, com registro de apreensões por roubo de motos e arrombamento de casas, conforme o promotor. O padre foi afastado da igreja em 31 de outubro de 2013.

PB HOJE

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