Vítima de homofobia no Réveillon da Baía da Traição fica paraplégica; amigos criam ‘vakinha’ virtual

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O réveillon de 2019 ficará marcado para sempre na vida de Luciano Santos, 22 anos. Ele, natural da cidade de Areia, no Brejo paraibano, escolheu a praia da Baia da Traição, no Litoral Norte do estado, para dar boas vindas ao Ano Novo, mas não imaginaria que um ato de homofobia o deixaria paraplégico. Os amigos iniciaram uma vaquinha virtual para arrecadar fundos onde será usado no custeio do tratamento.  As polícias Civil e Militar já têm identificação do suspeito.

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A vítima relatou em uma rede social que estava com um grupo de amigos na praia onde acontecia a festa quando resolveu ir ao banheiro.

“Poucas horas depois do ano ter recomeçado e durante as comemorações resolvi ir ao banheiro público e chamei um dos meus amigos para me acompanhar. Nesse trajeto entre o local da festa e o banheiro fomos bombardeados por ofensas preconceituosas de um indivíduo desconhecido acompanhando de uma mulher. O meu amigo que me acompanhava resolveu voltar e responder aquelas ofensas e para evitar discussões tentei encerrar a discussão verbal entre os envolvidos insistindo para que meu amigo fosse até o banheiro comigo”, comentou Luciano.

Vakinha Virtual criada por amigos para ajudar no tratamento de Luciano

Ainda segundo a nota publicada por Luciano, “fomos até o banheiro, ficamos conversando um pouco e no momento de voltar para onde estávamos durante a festa um outro indivíduo que aparentemente conhecia o agressor verbal chegou atirando, o que resultou numa tentativa de homicídio onde eu fui vítima de arma de fogo, assim como meu amigo foi atingindo de raspão no dedo da mão”, disse.

Luciano Santos foi socorrido para o Hospital de Trauma de João Pessoa. Os médicos informaram que o tiro atingido a coluna dele o deixando paraplégico.  Ele continua internado na unidade. Devido o tratamento para tentar reverter a paraplegia, os amigos iniciaram uma vaquinha virtual para arrecadar R$ 10 mil. Até a manhã desta quinta-feira (10), já passava de mais de R$ 3 mil.

“Foi mais um típico e absurdo caso de homofobia, onde fomos tachados de “bixinhas” por estranhos e a resposta à ofensa vitimou inocente. Não sei os motivos que levam e levaram pessoas a agirem assim por qualquer que seja o motivo, mas espero que um dia a paz vença a guerra para que viver seja só festejar. Violência gera violência! Estou me recuperando dos danos sofridos com cuidados em saúde. Em breve estou de volta”, desabafou Luciano Santos

 

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