WhatsApp do crime: preso, chefe de quadrilha ordena morte de rivais, roubo de carro e tráfico de drogas no Litoral da Paraíba; ouça

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A Polícia Civil já está de posse de áudios que revelam a execução de pessoas, ordem de assalto, participação em ataques a bancos e o tráfico de drogas em toda a região do Vale do Mamanguape, no Litoral Norte do estado. As ordens dadas em um grupo de WhatsApp são de Irenildo Cassiano, conhecido como Neno Pagé, considerado chefe da quadrilha e que está preso no Presídio PB-1, em João Pessoa. Veja áudios abaixo.

As conversas vieram à tona nesta sexta-feira (4) e estão sendo analisadas pela equipe do delegado Walter Brandão, titular da Polícia Civil no Litoral Norte. Irenildo Cassiano foi um dos presos em dezembro durante a operação “Chacal”, por força de um mandado de prisão. Ele era foragido da Cadeia Pública de Solânea e, de acordo com as investigações, teria praticado sequestros de um casal de médico do RN e ainda ações criminosas no Brejo e Litoral Norte.

Em um dos trechos é possível ouvir que Irenildo manda os comparsas matar um rival e ainda enterrar o corpo dele e queimá-lo para não deixar pistas. Em outra parte da conversa, o preso ordena  roubar uma caminhonete para ser usada em ataque a banco e ainda cobrança do tráfico de drogas.

O delegado disse que o homem a que o áudio se refere seria uma mototaxista de Mataraca que está desaparecido e ele teria sendo apontado pela facção como uma pessoa que estaria delatando as ações do grupo às autoridades policiais.  O veículo comentando no áudio também foi roubado.

Mototaxista está desaparecido de Mataraca

“Essa quadrilha age em todo Vale do Mamanguape. O Irenildo é o líder do grupo e é uma pessoa fria, perversa e nada os rivais sem pena e com requintes de crueldade. Esse mototaxista está desaparecido o grupo de dele é responsável pelo sumiço desse homem de bem e pai de família. Fizemos nosso trabalho que foi prendê-lo e cumprimos o mandado de prisão. A sua integridade física foi mantida como diz a lei. Agora  ele está entregue a justiça”, falou o delegado.

Na tentativa de despistar e inocentá-lo das acusações, Irenildo estaria simulando que foi espancado pela Polícia Civil durante a operação e em virtude disso teve os dentes frontais quebrados. A mãe dele fez uma postagem no facebook atribuindo aos responsáveis pela operação o espancamento do filho.

O delegado Walter Brandão negou que tenha havido a agressão ao preso e disse que a divulgação dele com a boca ferida seria uma forma para culpar a polícia pela prisão dele  e o inocentá-lo das acusações de chefiar a quadrilha.

 

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