“Ele me deu um abraço e pediu perdão”, diz jovem que pediu a policial para não morrer em ataque a pizzaria, em JP

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Em um relato emocionado, o motociclista que viu um colega ser morto e outro ficar gravemente ferido ao serem confundidos por bandidos por um policial em frente a pizzaria do Paulista contou como tudo aconteceu na noite de ontem (12).

“Fiquei esperando lá de fora. Os outros chegaram, quando estacionaram o carro em frente da Pizzaria a gente foi falar com eles, de capacete na mão. Quando arrodiei pra falar com o motorista o cara já chegou atirando. Quando ele atirou no meu amigo, o meu amigo caiu, atirou no motorista, quando veio pra me matar, eu me joguei no chão, olhei pra ele chorando, falando que não sou bandido, que não me mate, pelo amor de Deus”, disse.

O jovem, que preferiu não se identificar, disse que foi aí que o policial viu o erro que tinha cometido.

“Ele viu a besteira que fez, aí baixou o revólver. Me deu a mão, me levantou, me deu um abraço e pediu perdão. Eu não disse nada com ele, nervoso, chorando, minha irmã alterada, chorando, aí ele simplesmente pegou a moto dele e foi embora”, relatou.

Como foi

A tragédia aconteceu na noite dessa quarta-feira, 12, na Pizzaria do Paulista, no bairro do Bessa. Três homens foram confundidos com assaltantes ao chegarem ao local e dois deles acabaram baleados.

O atirador ainda não foi identificado, mas a polícia já sabe quem é. O delegado Paulo Josafá informou que a identidade dele será divulgada na manhã de hoje. Ele também admitiu que foram encontrados no local cápsulas de .40, pistola de uso da PM.

Ainda de acordo com Josafá, o homem alegou que não trabalhava na pizzaria, mas teria o hábito de ir ao local todas as noites buscar o irmão que seria funcionário. Testemunhas, contudo, disseram que o PM trabalhava no estabelecimento.

Os clientes que acabaram confundidos com bandidos foram à pizzaria para uma confraternização.

O PM imaginou que o grupo estaria prestes a cometer um assalto e passou a atirar. O motorista do Uber e o passageiro foram atingidos. Fausto Targino de Moura Júnior, de 25 anos, que chegou em um carro preto que integra o serviço de Uber, acabou morrendo no Hospital de Trauma. Já o condutor do Uber, de 22 anos, passou por cirurgia e permanece internado em estado grave.

Com Parlamento PB

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