Genro acusado de planejar morte de empresário montou um teatro e era ‘raposa cuidando do galinheiro’

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O delegado Aldrovilli Grisi afirmou que Tony Almeida, acusado de ser o mandante da execução de seu sogro teria assumido o papel de “raposa cuidando do galinheiro”. “Ele era tão próximo que logo após o crime a família o nomeou para gerir os negócios de Arnóbio”, ressaltou.

Tony teria tentado desnortear as investigações da polícia. “As ações dele pós-crime despertaram a atenção da polícia. Ele antes mesmo do velório do sogro, exigia ação da polícia, desnorteava as investigações dando várias linhas a serem seguidas pela polícia”, ressaltou o delegado.

Além disso, o acusado preso hoje teria ventilado a possibilidade de um concunhado estar envolvido no crime. “O outro genro teve problemas depois do casamento e não tinha um bom relacionamento, digamos assim, com o senhor Arnóbio”.

A prisão temporária de Tony Almeida foi solicitada por se tratar de um crime hediondo, segundo Aldrovilli. “Mas nós estamos bastante confortáveis e já iremos representar pela conversão”, ressaltou o delegado. Tony Almeida nega as acusações. O delegado entende que “a questão dele negar faz parte da estratégia de defesa, ele está no direito constitucional dele”.

O telefone celular de um dos envolvidos no crime foi apreendido e nele havia chamadas realizadas para o telefone de Tony Almeida. “Que familiar da vítima vai ligar para o executor do crime?”, questiona o delegado.

Os trabalhos de investigação devem continuar. “Nós iremos ouvir outras pessoas, principalmente familiares. Iremos juntar documentos do processo de inventário que corre em segredo de justiça”, adiantou o delegado. A possível participação da esposa de Tony no crime ainda não foi descartada. “Não podemos afirmar qualquer participação da esposa no crime. Mas a polícia continua atenta para saber se ela tinha algum envolvimento”, afirmou o delegado.

Com CLick PB

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