Prefeito e primeira-dama degolados foram assassinados por ex-auxiliar

0
1518

O secretário municipal de Finanças de Matrinchã (GO), Hélio Alves Soyer, 66 anos, se apresentou à polícia e confessou a participação no assassinato do prefeito da cidade goiana, Daniel Antônio de Souza (PTB), 50 anos, e da primeira-dama, Elizete Bruno de Bastos, em 4 de agosto.

O crime teria sido motivado por causa de uma briga entre os políticos. Eles teriam se desentendido por causa das contas do município de 8 mil habitantes, localizadao na região noroeste de Goiás, a cerca de 430km de Brasília e a 260km de Goiânia.

Hélio decidiu se entregar à polícia por pressão dos familiares. Após consultarem advogados, parentes concluíram que, em caso de condenação, ele poderá se beneficiar, por causa da idade. O Código Penal Brasileiro prevê que atenuantes devem ser aplicados às condenações de réus com 70 anos ou mais. Outra facilidade para Soyer, caso chegue a esta idade, será a prescrição. Aos que tiverem mais de 70 anos, ocorre a redução pela metade do prazo para a prescrição do crime.

O secretário de Finanças se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (11/8). O advogado dele, Douglas Dalto, afirmou que o crime aconteceu após uma briga entre o secretário e o prefeito. Na versão do defensor, Hélio Soyer não premeditou o assassinato do casal. “A motivação trata-se de problemas administrativos entre o prefeito e ele, que culminou em uma briga pessoal”, afirmou Dalto.

Ainda segundo o advogado, o duplo assassinato aconteceu após Hélio se defender de uma agressão do prefeito. “O prefeito tentou agredi-lo com uma marretinha. Ele conseguiu tirar da mão dele e reagiu, o agredindo, mas ele acabou perdendo da cabeça”, alegou Dalton. A primeira-dama morreu ao entrar no meio da briga e tentar defender o marido, na versão do réu confesso. Segundo a polícia, as vítimas foram encontradas com os pescoços cortados na chácara em que moravam.

O delegado Kleber Toledo, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) e responsável pelo caso, não quis dar detalhes. “O que tenho a dizer é simplesmente que não vamos nos manifestar sobre as investigações, o que aconteceu ou deixou de acontecer, enquanto não tivermos um resultado”, disse. O secretário foi ouvido pela polícia e, em seguida, liberado.

Hélio estava à frente da Secretaria de Finanças desde o início do mandato de Daniel, em janeiro de 2013.

Correio Braziliense

Comentários