Corretor pede impugnação de duas Chapas e candidatos nas eleições do Creci-PB

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O corretor José Ribeiro Filho apresentou, na tarde de hoje, na sede do Creci-PB em João Pessoa, pedidos de impugnação dos registros da Chapa 3 e dos candidatos Ivan Correia, Jarbas Pessoa, Clementino Alves e Ismael Fabrício, bem como da Chapa 2 e do candidato Pedro Góis, fundamentados nas práticas de propaganda eleitoral antecipada em meios indevidos e vedados pela Resolução Federal, além do não atendimento de critérios básicos de elegibilidade.

Ele lembrou que muito tempo antes do início do período determinado pelo Conselho Federal da categoria, os integrantes e candidatos da chapa 3, intitulada “Creci Um Novo Futuro” deflagraram campanha e eventos de cunho eleitoral, abordando vários corretores, não para integrar a chapa, mas para obter seu voto e comprometimento eleitoral, o que é vedado pela respectiva Resolução.

Campanha antecipada

“O atual presidente e candidato à reeleição, por diversas vezes, apareceu em entrevistas, como na dada ao site wscom, projetando vitórias em cima de outros possíveis candidatos e ainda comparando o trabalho exercido em sua atual gestão com o antigo gestor, afirmando, categoricamente, que acredita em sua vitória nas eleições do Creci 21ª Região  PB,  que sequer haviam iniciado”, destacou.

Em outra entrevista,  veiculada pelo site litoralPB no dia 28 de julho, portanto,  antes do deferimento do registro das chapas, Ivan Correia fez referências às propostas políticas da Chapa 3 e ainda exaltou-a, citando o título e a expressão “choque de gestão” como lema de campanha.

Cunho político e eleitoreiro

Segundo José Ribeiro, o flagrante desrespeito às normas eleitorais no vil intuito de prejudicar qualquer outra chapa que viesse a se registrar teve continuidade no mês de junho, quando a Chapa, utilizando o nome do Creci, promoveu em diversas cidades da Paraíba, Seminário com cunho eminentemente político e eleitoreiro, já que os eventos constavam de palestra de Ivan Correia, representante da chapa 3, sempre acompanhado do atual presidente e integrante da chapa.

Para ele, outro abuso da referida Chapa em período inoportuno foi a mensagem constante nas propagandas do evento, através de panfletos e postagens em redes sociais, facebook, whatsapp e instagram através frases de efeitos, como “Sua presença faz um novo Creci”, o que aliado ao título do encontro, evidenciou a sua realização pelo Órgão.

“O conteúdo era tão eminentemente publicitário e eleitoral, que o próprio Jarbas, em publicação no seu perfil do facebook, postou foto do evento com a seguinte inscrição “Já, Já, Já… A onda tá já chegando em João Pessoa. Creci Participativo. Vamos vencer !”, declarou, acrescentando que ambos se auto intitularam como presidente e vice-presidente e anunciaram vitória sobre candidatos que sequer existiam.

Os outros fundamentos para o pedido de impugnação dos integrantes da Chapa 3, Clementino Alves e Ismael Fabrício, foram as suas condenações em processo administrativo-disciplinar de natureza grave, por exercício irregular/ilegal da profissão.

Chapa 2

“Os abusos praticados pela Chapa 2 não ficam atrás destes da Chapa 3”, advertiu José Ribeiro, pois apesar de cientes das vedações e penalidades impostas pela Resolução Cofeci nº 1.354/2015, desde o mês de março realizaram eventos eleitorais voltados à cooptação de votos através da confecção de camisetas com inscrição do nome “Mudança Já” e até carreata acompanhada por carro de som, sob o pretexto de “visitas” às imobiliárias, tão ocorrido no último dia 6 de junho. A chapa também teve um integrante, Pedro Nogueira Góis que foi impugnado.“Ademais, a condenação em processo administrativo disciplinar de natureza grave, por exercício irregular/ilegal da profissão impede-o de disputar o pleito, devendo portanto, ser excluído”, concluiu.

Assessoria

 

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