Aliado de Eduardo Cunha propõe acareação de Dilma e Youssef

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Brasil, Brasília, DF. 18/10/2005. O doleiro Alberto Youssef, operador do mercado financeiro que teria ligações com a corretora Bonus-Banval, depõe na sub-relatoria de Movimentação Financeira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, no Congresso Nacional, em Brasília (DF). - Crédito:JOEDSON ALVES/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:161138

O deputado André Moura (PSC-SE) protocolou nesta terça-feira requerimentos pedindo acareações na CPI da Petrobras entre a presidente Dilma Rousseff e o doleiro Alberto Youssef e entre o dono da UTC, Ricardo Pessoa, e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação Social). Moura é um dos principais aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e estava ao lado deste na semana passada quando Cunha anunciou seu rompimento com o governo. Os requerimentos ocorrem após pedidos de acareação entre o presidente da Câmara e o empresário Júlio Camargo, que o acusa de pedir propina de US$ 5 milhões. Cunha nega.

No requerimento em que solicita colocar Dilma frente a frente com o doleiro, Moura não esclarece quais seriam as contradições que poderiam exigir a realização da acareação.

“Acareação é necessária, a fim de esclarecer controvérsias entre as declarações já prestadas por Dilma Roussef (sic), presidente do Brasil e por Alberto Youssef, doleiro e empresário, no desenrolar das ações referentes a Operação Lava Jato”, diz o teor integral da justificativa apresentada pelo deputado do PSC.

O mesmo texto, apenas com as mudanças dos nomes, serviu como justificativa para as acareações dos ministros com Ricardo Pessoa. Na sua delação premiada, Pessoa contou ter repassado recursos a Mercadante e disse que Edinho, como tesoureiro de Dilma, lhe pediu doações de “forma elegante” e mencionando contratos com a Petrobras. Os ministros negam qualquer irregularidade.

A CPI da Petrobras retomará os trabalhos na primeira semana de agosto. No dia 6 será realizada acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, ambos delatores da Lava-Jato. (O Globo)

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