Promotor determina mais rigor em motéis após crime

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Dois dias após o assassinato de Caroline da Silva Almeida, 17 anos, dentro de um motel de Campina Grande, a Promotoria da Infância e Juventude encaminhou recomendação a todos os estabelecimentos desse tipo na cidade, reforçando o conteúdo de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2007, que proíbe a entrada de adolescentes menores de 18 anos desacompanhados ou sem autorização em hotéis, motéis ou estabelecimentos congêneres.

“Também recomendamos que esses estabelecimentos façam uso de um aplicativo do Ministério da Justiça que permite instantaneamente observar se a placa do veículo é adulterada”, explicou o promotor Herbert Targino, acrescentando que, no caso do motel onde o crime ocorreu, o Ministério Público vai aguardar as investigações da Polícia Civil.

Em relação às investigações do homicídio, a Delegacia de Homicídios informou ontem que a irmã da adolescente que também estava no motel mudou o depoimento e revelou que os dois suspeitos do crime lhe ameaçaram de morte. Na primeira versão, segundo o delegado Francisco de Assis, a adolescente de 14 anos informou que um dos rapazes teria lhe protegido.

A adolescente também revelou que no quarto do motel, Caroline se recusou a manter relações sexuais com o acusado do homicídio e ele afirmou que manteria com sua irmã, dando início a uma discussão que resultou no disparo na cabeça da vítima.

Outra informação é que durante a permanência no motel Caroline teria contado a Joelson que no São João teria namorado com outro rapaz provocando uma crise de ciúmes no suspeito. Os suspeitos permanecem foragidos e após a conclusão do inquérito o delegado Francisco de Assis pretende solicitar suas prisões à Justiça.

Jornal da Paraíba

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