MPPB denuncia tenente da PM e mais dois candidatos por usar documento falso em vestibular de medicina, em João Pessoa

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O Ministério Público da Paraíba denunciou um policial militar e outros dois candidatos por uso de documento falso no vestibular de medicina de uma faculdade privada de João Pessoa. Os três suspeitos chegaram a ser presos no momento da prova, no dia 3 de junho, pela Polícia Civil, que foi chamada pela própria comissão organizadora do processo seletivo.

De acordo com a 3ª promotora auxiliar de João Pessoa, Márcia Betânia Casado e Silva, que apresentou a denúncia, os três acusados apresentaram documentos, no momento da inscrição, com notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que não correspondiam às disponíveis no sistema do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A denúncia foi tipificada no Artigo 304 do Código Penal. De acordo com as investigações da Polícia Civil, a faculdade oferece quatro vagas para as melhores notas do Enem. Por isso, os candidatos teriam alterado as notas para ter direito a ingressar no curso independente da nota da prova do vestibular.

Em depoimento à polícia, uma das candidatas confirmou que alterou as notas. Os outros dois suspeitos negaram a acusação à polícia e afirmaram que houve erro no sistema.

Desentendimento entre polícias

Na ocasião da prisão, a Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da PM/BM divulgou uma nota de repúdio contra a Polícia Civil, afirmando que a prisão do tenente foi “espetacularizada”.

De acordo com a nota, a denúncia não foi “investigada da forma devida pela Delegacia de Defraudações da Polícia Civil” e “gerou um constrangimento irreparável ao policial militar”. Na época, a entidade afirmou ter convicção da inocência do policial.

Após a divulgação da nota da Caixa Beneficente, a Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraíba (Adepdel) afirmou, também por meio de nota, que a Polícia Civil “conduz todas a suas ações respaldadas na estrita legalidade, e nunca pelo sentimento pessoal de vingança, nem muito menos para provocar uma guerra entre as instituições policiais”, diz.

PB HOJE, com G1

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