Protesto e ato ecumênico são realizados após mortes e fugas no Lar do Garoto

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Os familiares dos internos do centro socioeducativo Lar do Garoto, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano, e sindicalistas da Fundação de Desenvolvimento do Adolescente e da Criança da Paraíba (Funcac), realizaram um ato ecumênico em forma de protesto nesta terça-feira (13), em frente à unidade. Cruzes com os nomes dos sete internos mortos na rebelião ocorrida na unidade foram colocadas em frente ao centro.

O ato ecumênico foi realizado pela manhã entre ao portão principal do centro. Segundo a presidente do sindicato dos trabalhadores da Fundac, Lúcia de Fátima Brandão, o ato ecumênico também serviu como uma forma de protestar contra a irregularidades existentes no lar do garoto, que eles acreditam ter influenciado nas rebeliões e mortes de sete internos.

“As superlotações, o descaso, a falta de políticas públicas, a falta de oficinas pedagógicas, de profissionalização dos jovens. As nossas unidades socioeducativas (da Paraíba) hoje são apenas verdadeiros caixões, que enterram a dignidade desses jovens”, disse a sindicalista.

O presidente da Funcad, Noaldo Meireles, negou a inexistência de oficinas no Lar do Garoto e destacou a necessidade de reparos no local, após as rebeliões. “Essa semana as atividades ainda estão suspensas. Mas, esperamos a partir da próxima segunda-feira (19) fazer as retomadas”, disse ele.

A TV Paraíba foi autorizada pela Fundac a entrar no Lar do Garoto e flagrou quartos superlotados, internos comendo no chão e atividades sendo realizadas em locais improvisados. Após as rebeliões foram iniciadas as construções de novos quartos. “A gente ainda tem algumas situações de alguns quartos com o número de internos maior do que se deveria, mas nós esperamos até sexta-feira (16) terminar essa reforma, para está com a situação normalizada”, destacou o presidente da Fundac.

G1

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