Nos Estados Unidos, Dilma tenta limpar a imagem da Petrobras

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Por iniciativa da presidente Dilma Rousseff, a crise na Petrobrás e as investigações de corrupção no Brasil fizeram parte das conversas que ela teve com representantes de grandes empresas americanas ontem em Nova York. Nos pronunciamentos que realizou durante os encontros, ela afirmou que o governo adotou medidas para melhorar a governança da estatal e ressaltou que as investigações sobre irregularidades ocorrem de maneira independente, no que seria um reflexo de fortaleza institucional.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, a presidente disse aos empresários e executivos que o Brasil é um País onde os órgãos de investigação são “autônomos”. Dilma retomou o assunto de maneira indireta em discurso no encerramento de seminário sobre o pacote de concessões anunciado há 20 dias, no qual destacou as semelhanças entre o Brasil e os Estados Unidos para uma plateia de quase 500 pessoas.

“Somos sociedades democráticas com instituições sólidas, com estabilidade política e que sabem lidar com situações econômicas e diversidade de opiniões. Respeitamos a liberdade de imprensa e fazemos muita questão dos nossos valores civilizatórios e democráticos”, declarou a presidente.

Sedução. Dilma dedicou a manhã de ontem a um exercício de sedução do setor privado da maior economia do mundo. Logo cedo, ela se reuniu com o magnata Rupert Murdoch na sede do The Wall Street Journal, que ontem trouxe um encarte pago de quatro páginas sobre o programa de concessões.

Em seguida, a presidente teve dois encontros com representantes de algumas das maiores empresas americanas: um com o setor financeiro e outro com o produtivo. Do primeiro, o único a se manifestar ao fim da reunião foi William Rhodes, do Citigroup. “Nós temos uma longa história no Brasil e foi uma apresentação muito boa”.

Os integrantes do setor produtivo apresentaram um discurso uniforme em relação ao Brasil – um País de grande mercado consumidor que teria boas perspectivas de longo prazo apesar das dificuldades imediatas. “É um mercado grande e importante para nós. Qualquer coisa que seja feita para tornar nosso trabalho mais fácil e permitir que tenhamos um crescimento mais rápido, será muito bem-vindo”, disse David Cheesewright, presidente e CEO do braço internacional da Walmart. “Nós estamos comprometidos com o futuro e estamos encorajados por algumas das reformas que estão sendo adotadas.”

O brasileiro Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch Inbev, também elogiou a iniciativa do governo de se aproximar de empresas nos EUA.

A presidente terminou o seminário falando de um “novo ciclo”. “Estamos em uma fase de construção das bases para um novo ciclo de expansão do crescimento”. Segundo ela, o aumento da produtividade e a expansão da infraestrutura serão fundamentais para que isso ocorra. “Essa viagem, esse encontro fazem parte desse processo.”

 

AE

 

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