MPF investiga segurança clandestina no São João 2016 de Campina Grande

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Um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) está apurando uma denúncia de que a prefeitura de Campina Grande teria contratado empresas de segurança privadas clandestinas para atuar no Parque do Povo, durante a realização do Maior São João do Mundo em 2016. A denúncia foi feita por um sindicato, convertida em inquérito civil pelo procurador da república Bruno Barros de Assunção e publicada no diário do MPF desta segunda-feira (13).

Segundo a denúncia apresentada no MPF pelo Sindicato das Empresas de Segurança Privada da Paraíba (SINDESP), as empresas que foram contratadas são clandestinas porque não têm autorização da Polícia Federal para atuar.

O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Campina Grande, Luiz Alberto, disse que as contratações foram feitas por uma empresa captadora responsável pela coordenação do evento e que estas empresas contratadas atuaram apenas na vigilância de portaria.

De acordo com o SINDESP, os profissionais foram flagrados atuando com o serviço que deveria ser feito por uma empresa de segurança privada regulamentada pela Polícia Federal.

“O que acontece é que o serviço de segurança foi disfarçado com o nome de ‘apoio’. Recebemos imagens de funcionários fazendo a revista manual nas pessoas que entravam na festa e também fazendo o patrulhamento no Parque do Povo. Inclusive, a revista manual só deve ser feita por um agente de segurança pública. O segurança privado só deve revistar usando o equipamento detector de metal ou equipamento de scanner corporal”, explicou o diretor-geral do sindicato Fábio Luiz.

O secretário Luiz Alberto alegou que “a prefeitura não contratou empresa de segurança. Na verdade a empresa captadora ficou responsável por contratar uma empresa de vigilância de portaria, que não trabalha armada, com o objetivo de controlar entrada de produtos indevidos como bebidas e outras que não eram comercializadas dentro da festa”, disse ele.

G1PB

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