Juiz diz que prisão de filho de prefeito por estelionato pela PC foi ilegal e libera jovem

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O juiz Adilson Fabrício, titular do Fórum Criminal de João Pessoa, anulou, nessa quinta-feira (9), a prisão de David Wagner da Silva Nascimento, de 33 anos de idade, conhecido por “David Foca”, suspeito de falsidade ideológica e estelionato. Ele, que é filho do prefeito de Mulungu, foi preso pela Polícia Civil, na quarta-feira (8), em João Pessoa.

David foi levado para a audiência de custódia e o magistrado disse que a prisão feita pelo delegado Lucas Sá, da Delegacia de Defraudações de João Pessoa, foi ilegal. David foi beneficiado com o relaxamento da prisão e liberado após a decisão judicial.

O delegado Lucas Sá, responsável pelas investigações, disse não entender a decisão do magistrado porque há provas e vítimas da ação de David Wagner. “Não entendi o porquê da ilegalidade. Verifiquei a denúncia apresentada por quatro vítimas. As provas apresentadas e depoimentos de diversas vítimas indicam que David Foca praticou os crimes de estelionato, falsidade ideológica e ameaça, devendo ser indiciado por tais crimes”, disse Sá.

Segundo investigações da Polícia Civil, David é suspeito de adquirir gráficas utilizadas na campanha eleitoral de 2016, com emissão de cheques bancários de terceiros. Segundo a polícia, ele teria causado prejuízo de mais de R$ 400 mil. A Delegacia de Defraudações informou que o preso responde a 15 processos na Justiça paraibana, que vão desde despejo por falta de pagamento, a crimes de ameaça, violência contra mulher e porte ilegal de armas.

A polícia informou que, de posse dessas empresas, ele negociava o estoque, apropriava-se indevidamente do patrimônio e deixava de pagar até mesmo os funcionários. Segundo a polícia, ele teria causado prejuízo superior a R$ 200 mil apenas em João Pessoa. O suspeito também locou uma empresa (copiadora) em Natal (RN), apropriando-se de dois veículos dela e desaparecendo, retornando para a Paraíba, continuando a praticar crimes.

Conforme a polícia, ele ainda está na posse de veículos negociados de maneira fraudulenta com outras vítimas, além de continuar na administração de uma empresa situada no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa, motivo pelo qual estava sendo procurado pela DDF há aproximadamente uma semana.

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