Vice de Renan, petista avisa ao PMDB que não vai se comprometer com PEC do teto

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O senador Jorge Viana (PT-AC) avisou o PMDB que não vai se comprometer a manter a agenda de votações de interesse do governo de Michel Temer se o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) confirmar o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.

Por essa agenda, passa a votação do segundo turno da PEC do teto do gasto público marcado para o próximo dia 13.

Viana é o primeiro vice-presidente e sucessor natural de Renan até fevereiro, quando termina o mandato de ambos na Mesa Diretora.

Na noite desta segunda (5), logo após a divulgação da liminar do ministro Marco Aurélio Mello que afastou o peemedebista do cargo, Viana esteve na residência oficial da presidência do Senado.

O líder do Democratas no Senado Federal Ronaldo Caiado (GO) comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou o afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da Presidência do Senado.

A decisão do ministro Marco Aurélio Mello nesta segunda-feira (05-12) coincidiu com a véspera da sessão onde estava pautado o projeto de lei do abuso de autoridade. Há também a votação do 2º turno da PEC 55, prevista em acordo de líderes para a próxima semana. Ele cobrou ao primeiro vice-presidente da Casa, senador Jorge Viana (PT-AC) o cumprimento da agenda já estabelecida.

“Há um calendário acordado entre todos os líderes do Senado e ele precisa ser cumprido. Já tem senadores do PT falando em adiar votação. Isso não pode acontecer de modo algum, ou do contrário teremos agravada a crise e a insegurança de todo o mercado internacional com o nosso país”, defendeu.

Caiado também se mostrou preocupado com o grau de incerteza que a decisão trouxe, ainda não tendo sido julgada em definitivo pelo pleno do STF. “Espero que os poderes tomem decisões definitivas. Não podemos brincar com o momento político e econômico do país.

O Brasil não pode navegar nesse quadro de total instabilidade”, afirmou.

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