“Candidato do PT em 2018 é Lula”, afirma presidente do partido

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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, disse que a legenda não tem plano B para a eleição presidencial de 2018 e que Luiz Inácio Lula da Silva é o único nome. “É uma exigência nacional, não só do PT, mas daqueles que veem nele um líder (…) Só trabalhamos com plano A. Quem pensa em plano B descarta o plano A”, garantiu Falcão, em entrevista à Folha de S.Paulo deste domingo (4).
Questionado sobre uma eventual coalizão de partidos de esquerda para apoiar o pré-candidato do PDT, o ex-ministro Ciro Gomes, para o Palácio do Planalto, Falcão disse que, na sua opinião, o PT não deve deixar de ter candidato: “Defendo que nosso candidato em 2018 seja Luiz Inácio Lula da Silva. Não significa que a gente não tenha diálogo com outros partidos”.
Falcão defendeu, ainda, que o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, comete abuso de autoridade contra o ex-presidente Lula e que o magistrado deveria se considerar suspeito em relação aos processos contra o líder petista, “porque tem antecipado intenções de condenar sem prova”.
O comandante nacional do PT afirmou que a legenda não faz oposição à Lava Jato e que não é contra o combate à corrupção, mas que é contra a utilização das investigações como instrumento de proscrição de um partido e uma liderança. “A Lava Jato não pode se realizar à margem da lei. Vários descaminhos têm sido cometidos: a condução coercitiva do Lula, a gravação ilegal e divulgação (de conversa com Dilma), as prisões preventivas desnecessárias e excessivas. Isso condenamos”, argumentou.
O presidente nacional do PT voltou a lembrar que a destituição de Dilma Rousseff tinha como argumento oficial a intenção de conter a crise econômica e que, agora, a “instabilidade política brutal” de um governo “ilegítimo e usurpador” ameaça levar o país a uma depressão. Segundo Falcão, o presidente Michel Temer “deveria renunciar imediatamente”.
“Se ele (Temer) tivesse um mínimo de preocupação em como vai passar para a história além de usurpador, golpista e traidor, deveria renunciar. Fizeram uma aposta de alto risco, que foi depor um governo eleito e promover um ajuste de acordo com seus interesses. Esse processo está se frustrando. Muitos analistas políticos têm especulado quem seria o sucessor”, assinalou Falcão.
Jornal do Brasil

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