Vacinação nacional contra a paralisia infantil é adiada para setembro

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Por causa de uma mudança na fórmula das gotinhas contra a paralisia infantil,  os postos de saúde no Brasil já não tem mais a vacina oral desde abril. Agora, as crianças que estão na idade de tomar o reforço contra a poliomielite vão ter que esperar até setembro.

As gotinhas saíram de circulação porque a fórmula da vacina vai mudar, uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina trivalente tinha o vírus 1, 2 e 3, mas desde o ano 2000 o vírus 2 já está erradicado no mundo.  A OMS decidiu que a partir de abril a vacina deveria ser bivalente.

A vacinação contra a poliomielite funciona da seguinte maneira: os bebês recebem a primeira dose aos dois meses, com uma injeção. Aos quatro meses, mais uma, e a terceira é aplicada aos seis meses. Depois, com um ano e três meses é que a criança recebe as gotinhas, este é o primeiro reforço. A imunização fica completa aos quatro anos, quando a criança recebe as duas últimas gotinhas.

As gotinhas de reforço só devem voltar aos postos na Campanha Nacional contra a poliomielite, que este ano acontece em setembro. Porém, o Ministério da Saúde garante que os bebês que receberam a vacina injetável aos dois, quatro e seis meses já estão 100% protegidos contra a paralisia infantil.

O governo decidiu deixar a vacinação para depois das Olimpíadas, entre os dias 19 e 30 de setembro. “Quando há outros eventos acontecendo, os pais possivelmente podem achar que não é importante ir naquele momento. Para que a gente possa realmente ter toda uma mobilização do serviço de saúde e um grande esforço para atingir a meta de vacinação, é necessário mudar a data de vacinação para este período”, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

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