Em dificuldade financeira, empreiteiras podem paralisar Transposição do São Francisco

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O Governo Federal continua preocupado com o risco de paralisação das obras da Transposição do Rio São Francisco.

As empreiteiras responsáveis pela obra estão enfrentando sérias dificuldades financeiras e correm o risco de atrasar o pagamento do salário dos funcionários.

O caso mais grave é o da Mendes Júnior, proibida de firmar novos contratos com o governo por envolvimento no esquema de desvio de verbas na Petrobrás investigado pela Operação Lava Jato.

Desde junho, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, tem visitado obras e se reunido com representantes das empreiteiras para manter o desenvolvimento da obra.

Preocupado com a situação da Mendes, que firmou dois contratos em obras na transposição, Barbalho tem conversado com representantes da construtora Serveng, que assumiu alguns empreendimentos da Mendes Júnior, para garantir que não faltarão recursos à obra.

O governo teme que os recursos já repassados à empreiteiras, em especial à Mendes Júnior, sejam utilizados em outros compromissos, prejudicando o andamento da Transposição do São Francisco.

Abandonando o navio

Investigada pela Operação Lava Jato, a Mendes Júnior apresentou, nos últimos dias, ao Ministério da Integração e ao Tribunal de Contas da União (TCU), pedido para deixar obra. Apesar de a entrega da obra já contar com atraso de seis ano, o Governo Federal garante que será entregue até o fim de 2016.

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