Wellington Roberto recua e não aceita relatoria do processo contra Bolsonaro

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O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, José Carlos Araújo (PR-BA), adiou ontem a escolha do relator do processo contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Araújo havia escolhido o deputado Wellington Roberto (PR-PB) para o cargo dentre os três parlamentares sorteados para a relatoria da representação. Os outros dois foram os deputados Zé Geraldo (PT-PA) e Valmir Prascidelli (PT-SP).
Roberto não aceitou a indicação alegando excesso de trabalho e outros compromissos. O deputado Laerte Bessa (PR-DF) apresentou, então, questão de ordem questionando o sorteio, pois, segundo ele, os parlamentares do PT deveriam ser considerados suspeitos pelo fato do partido ter defendido, em seu congresso nacional, a cassação de Bolsonaro.

A decisão de Wellington Roberto foi surpreendente já que na semana passada, em entrevista concedida na Paraíba, ele praticamente prometera absolver Bolsonaro da acusação de apologia ao crime de tortura. “Fui lembrado para ser relator do caso do Bolsonaro e se eu for escolhido, eu serei justo. O que existe no elogio que ele fez ao general? Ele não era nem nascido nesta época e nem participou de torturas”, disse o deputado na ocasião.

Bolsonaro é alvo de uma representação movida pelo PV – legenda que não tem assento no conselho. O partido acusa o parlamentar por apologia ao crime de tortura ao homenagear o coronel Brilhante Ustra durante a sessão, em abril deste ano, que aprovou a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido como coronel Ustra, foi o primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador na ditadura.

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