Violência: escola de Campina Grande cancela aulas após vandalismo e ameaça à diretora

0
82

O clima nas escolas de Campina Grande é de medo e insegurança. O último alvo dos bandidos foi uma escola municipal localizada na Ramadinha. As paredes foram pichadas e uma ameaça à diretora, Mary Oliveira, foi escrita com tinta. A servidora revelou que há alunos na escola envolvidos com o tráfico de drogas.

De acordo com a diretora, os funcionários chegaram para trabalhar e encontraram objetos jogados no chão

A diretora Mary Oliveira contou que os vândalos jogaram tubos de tinta na parede, documentos, mesas e teto. Uma ameaça foi escrita à diretora: “Vu mata Meri” (sic). “Eu não tenho nenhum problema com os alunos, mas sei que alguns estudantes e ex-alunos são envolvidos com o tráfico de drogas na região”, revelou. A escola já foi assaltada cinco vezes em 2016, segundo a diretora. “Já levaram televisão, geladeira, utensílios da cozinha, aparelhos da sala de vídeo, caixas de som.

A secretária de educação do município, Iolanda Barbosa, esteve na unidade de ensino e garantiu que está acompanhando a situação da escola. Conforme a Seduc, dois vigilantes já haviam sido encaminhados e o setor de manutenção vai fazer todos os ajustes necessários. Além disso, a polícia vai ser acionada para investigar o caso, uma vez que a secretaria acredita que não foi um simples arrombamento, mas algum tipo de represália. A assessoria de imprensa do 2º Batalhão de Polícia Militar informou que não houve registro de assalto na escola nos últimos dias, mas que a Patrulha Escolar vai ser acionada para atender à instituição e à diretora.

Os danos causados durante os arrombamentos e furtos em escolas públicas de Campina Grande, no Agreste paraibano, têm gerado um gasto mensal de aproximadamente R$ 24 mil para a prefeitura. A informação foi divulgada pela Secretária de Educação do município, Iolanda Barbosa, na tarde desta quarta-feira (6). O valor dos gastos corresponde a 20% do total da receita destinada à manutenção geral das instituições.

Segundo Iolanda Barbosa, a secretaria recebe R$ 120 mil para realizar reparos e manutenção na escola e os prejuízos com ações de violência têm prejudicado as instituições.

A secretária não informou quantas escolas já foram arrombadas este ano em Campina Grande, mas destacou que os casos mais comuns ocorrem nos bairros da Ramadinha, Catolé e na Zona Leste como em José Pineheiro e Santo Antônio. Para ela, pior que os prejuízos materiais são as perdas letivas que os alunos sofrem.

Comentários