Consumidor de João Pessoa se mostra otimista com a economia

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O consumidor pessoense está mais otimista em relação à sua situação econômica pessoal e do país no curto e médio prazo. De acordo com a Fecomércio Paraíba, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu pelo segundo mês consecutivo em junho deste ano comparado ao mês anterior, registrando alta de 2,96%, passando de 97,31 pontos em maio para 100,19 pontos neste mês.

Na comparação anual, junho deste ano com junho de 2015, o ICC também cresceu. Houve uma expansão de 1,89% atingindo 100,19 pontos. Com este resultado, o ICC interrompe três anos e meio de quedas consecutivas nesta mesma base de comparação e registra a primeira alta de confiança desde janeiro de 2013.

Otimismo- Com este resultado, o ICC ultrapassa a fronteira entre o “pessimismo” e o “otimismo” do consumidor (valor acima de 100,00 pontos). Já que a escala utilizada no índice varia de 0 (total pessimismo) a 200 (total otimismo).

Segundo o presidente da Fecomércio Paraíba, Marconi Medeiros, “essa alta no nível de confiança do consumidor mostra que está havendo uma diminuição do pessimismo dos consumidores. Contudo, não se pode apontar que vai acontecer, em curto prazo, uma elevação no consumo das famílias, pois o quadro econômico ainda apresenta inflação alta, desemprego e juros elevados. Além desses fatores, a renda da maioria dos consumidores ainda está bastante comprometida”, ponderou.

Avaliação – Na avaliação por gênero, os homens foram os que mais aumentaram a confiança, com uma expansão de 3,02%, atingindo 99,28 pontos. Com as mulheres, a alta foi de 2,88%, registrando 100,99 pontos. Em relação ao estado civil, a maior alta foi registrada entre os casados ou em união estável, com 3,73%. Em relação à escolaridade, os consumidores que possuem ensino médio completo registraram a maior elevação, com 4,27%. Já na análise por renda, a maior alta foi de 3,87% registrada pelos que ganham entre cinco e sete salários mínimos.

O Índice de Confiança do Consumidor é composto por dois subindicadores: o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que apura a confiança do consumidor em relação à sua situação atual, e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), que mede o sentimento do consumidor em relação à sua situação futura. Em junho de 2016, tanto o IEC quanto o ICEA apresentaram alta na comparação com o mês anterior, com taxas de 3,97% e 1,57% respectivamente.

Perspectiva – Em relação à situação futura da família, o percentual de entrevistados que avaliaram como “melhor” subiu de 50,00%, em maio, para 59,65% em junho. Por outro lado, o percentual dos que avaliaram como “pior” a situação futura da família, caiu de 21,16% para 12,57%no mesmo período. Já na avaliação dos consumidores considerando a situação atual da família, a parcela de consumidores que avaliaram como “melhor” a atual situação familiar, subiu de 18,56%para 19,28%.

Ainda neste mesmo período, a parcela de consumidores que julgaram como “pior” a atual situação da família caiu de 43,04%para 42,67%. Quanto à avaliação dos consumidores em relação à estabilidade de seus empregos, a parcela de entrevistados que se sentiram “seguros” ou “extremamente seguros” subiu de 34,43% em maio para 39,19% em junho. E o percentual que se sentiram “nada seguro” ou “um pouco seguro”, em relação à estabilidade de seus empregos, caiu de 52,79% para 47,65%.

Metodologia – A Pesquisa do Índice de Confiança do Consumidor foi desenvolvida com base no Consumer Confidence Index da Universidade de Michigan nos Estados Unidos e adequada à realidade paraibana. Para atender a precisão desejada, a amostra foi estimada em aproximadamente 400 entrevistas, sendo os participantes escolhidos de forma aleatória na RMJP, em diversos pontos onde ocorre maior concentração de consumidores. A escolha da amostra apresenta um índice de confiança de 95% e um erro amostral de 4,90%.

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