Comissão encurtará impeachment para não “prejudicar as eleições”

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O processo eleitoral, neste ano, foi a deixa encontrada pelo presidente da Comissão Especial Processante, que analisa o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), Raimundo Lira (PMDB-PB), para encurtar a duração do processo. O cronograma inicial previa uma definição sobre o afastamento ou não da gestora em até 180 dias, mas o parlamentar entende que cerca de 120 dias seria tempo suficiente para que a petista apresentasse sua defesa. O prazo será apresentado na manhã desta quinta-feira (25).

“O cronograma será apresentado amanhã e deve ficar próximo de 120 dias. Acho que é um tempo justo para a defesa da presidente e é um tempo bom também para o país, porque não é conveniente que este processo esteja em andamento ainda em plenas eleições municipais. Até porque se ele fosse alongado ia ser terminado no último mês das eleições, o que não seria bom para o país. Além de atrapalhar as eleições de ambos os lados, também criaria uma ansiedade na população em relação a esse resultado”, disse Lira.

A fase atual do processo é a de pronúncia, quando a presidente afastada vira ré e apresenta sua defesa na comissão e a acusação é novamente ouvida pelos parlamentares. Ao todo, 21 senadores compõem o colegiado que analisa o futuro da presidente. A votação final será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), alvo de vazamento de gravações em que prometia interferir na Lava Jato e no afastamento de Dilma, retornou ao Senado e volta a integrar a comissão.

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