Dólar opera em alta nesta 2ª, com temores sobre cenário político

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O dólar opera em alta nesta segunda-feira (23), após o governo divulgar a nova meta fiscal que enviará ao Congresso, com rombo fiscal de até R$ 170,5 bilhões em 2016, e após divulgação de conversa gravada do ministro do Planejamento, Romero Jucá, na qual ele sugere que uma troca no governo federal resultaria em ‘pacto’ para frear os avanços da operação Lava Jato.

Às 15h30, a moeda norte-americana subia 1,67%, a R$ 3,5768 na venda.

 

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, alta de 1,06%, a R$ 3,5555
Às 9h50, alta de 1,31%, a R$ 3,5643
Às 10h10, alta de 1,23%, a R$ 3,5614
Às 11h10, alta de 1,13%, a R$ 3,558
Às 12h, alta de 1,54%, a R$ 3,5724
Às 12h30, alta de 1,3%, a R$ 3,5639
Às 13h20, alta de 1,53%, a R$ 3,572
Às 14h30, alta de 1,65%, a R$ 3,5763

O Banco Central ainda não anunciou para esta segunda qualquer intervenção cambial, mantendo-se ausente do mercado pelo 3º dia de negócios seguido.

O governo federal enviará ao Congresso nesta semana uma proposta que prevê um déficit (despesas maiores do que receitas) das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões em 2016. Se confirmado, será o pior resultado da série histórica, que tem início em 1997.

Segundo a Reuters, há temores de que a campanha pelo reequilíbrio das contas públicas brasileiras sofra mais um impasse após notícias sugerirem que o ministro do Planejamento, Romero Jucá, teria sugerido um pacto para deter a operação Lava Jato.

“A política continua falando mais alto do que a economia. A oposição vai cair matando no Congresso e existe a possibilidade concreta de (Jucá) ser afastado”, disse à agência o operador da corretora Ativa Arlindo Sá. “Perder um soldado já na largada seria muito ruim para a credibilidade desse governo, ainda mais por acusações de obstrução de Justiça”, acrescentou.

Jucá disse que os diálogos não trazem novidade em relação ao posicionamento dele sobre a crise política e econômica do país e que não pretende deixar o ministério. Segundo o ministro do Planejamento, o “pacto” a que ele se refere seria para destravar a crise, e não um acordo para barrar a Operação Lava Jato.

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