Casamento seria o pivô da desistência de Azevedo

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“O fato de ser um homem extremamente caseiro – um exemplar homem de família, como diziam antigamente os católicos mais fervorosos – falou mais alto na decisão de João Azevedo de não levar adiante a sua candidatura a prefeito de João Pessoa”, revelou-me nesta quinta-feira (28) um militante político com acesso aos bastidores dos partidos e grupos políticos liderados pelo governador Ricardo Coutinho. Ainda segundo o mesmo observador, mesmo que o atual secretário de Estado de Recursos Hídricos não tenha resolvido abandonar o páreo de forma isolada e unilateral, seguramente o seu partido, o PSB, terminaria por substituí-lo de qualquer forma porque já vinha percebendo a inapetência do pré-candidato pela disputa política.

Um compromisso social-familiar – o casamento de alguém do afeto ou parentesco mais próximo de João Azevedo – foi utilizado por meu interlocutor para ilustrar o quanto o secretário não seria “talhado” para o protagonismo que dele esperavam. Segundo a narrativa a que tive acesso, a cerimônia, realizada quinze dias atrás, coincidiu em data e horário com uma reunião da base socialista com a direção partidária. “João tentou conciliar, acreditando que poderia comparecer aos dois, esquecido talvez que tanto noiva quanto autoridades costumam atrasar. Mas o governador, a autoridade mais esperada por seus correligionários, quebrou a tradição e chegou no horário. E abriu os trabalhos sem a presença de João, que ficou preso em uma igreja à qual a noiva levou mais de uma hora para chegar”, relatou.

De qualquer modo, encerrada a festa de casamento, o secretário teria se dirigido ao local do encontro do PSB, mas encontrou a maioria dos participantes já na dispersão. Ao vê-lo, alguns dos seus partidários teriam se dirigido ao então pré-candidato com cobranças e críticas veementes. Entre os cobradores e críticos estaria o líder de todos eles, Ricardo Coutinho. “Nesse momento, ele viu que realmente não dava para o troço nem entendia como eventos políticos como aquele, sem caráter deliberativo, convocado apenas para discussão e avaliação de conjuntura, na visão de alguns dos seus camaradas poderia se sobrepor a um evento tão importante na vida de pessoas queridas como é um casamento”, concluiu o narrador da pretensa história que teria precipitado – ou antecipado – a decisão do engenheiro João Azevedo de se divorciar da política.

 

Jornal da Paraíba

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