Socialista descarta substituição de candidato em JP e estranha voto de Veneziano

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A deputada estadual Estela Bezerra (PSB) descartou nesta terça-feira (19) a possibilidade do PSB substituir a pré-candidatura de João Azevedo a prefeito de João Pessoa  pela do deputado Gervásio Maia Filho (PMDB). Ela também estranhou o voto do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

A socialista assegurou que percorrerá os bairros da Capital em busca de fortalecer a postulação do colega e apostou na vitória do seu partido nas eleições de outubro.

“O candidato do PSB à eleição é João Azevedo e ele será o prefeito de João Pessoa. Eu sairei rua a rua, casa a casa, pedindo voto para João”, declarou.

Ela também comentou as declarações do deputado Anísio Maia (PT) que acusou o ex-prefeito de Campina Grande de votar contra a presidente para proteger o irmão, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo Filho.

“Eu não sei as motivações, mas se observava pelo voto e semblante que Veneziano votou envergonhado, ele que é tão falante, foi resumido demais na expressão de seu voto, isso estava claro. A acusação é grave porque é mais do que negociação, é chantagem, mas esse é um problema de quem tem rabo preso na história”, analisou.

Assim como o governador Ricardo Coutinho (PSB), a parlamentar acredita que a operação Lava Jato chegou ao fim.

“A Lava Jato desapareceu, inclusive, do debate nacional. O que está negociado é que a Lava Jato, que tem na lista todos aqueles paladinos da corrupção, a exemplo de paraibanos beneficiados com recursos desviados do Petrolão, o desaparecimento dela. Não se fala em Lava Jato, em corrupção, o que se fala é no Brasil maravilha que vai reagir”, ironizou.

Ela ainda lamentou a decisão da Câmara Federal que aprovou o processo de impeachment da presidente Dilma, mas garantiu que a população irá às ruas para reagir à iniciativa do Congresso.

“Mais do que um voto sim ou não, foi revelada a pequeneza  do Parlamento, usando demasiadamente e abusando do nome de Deus em contexto extremamente adverso, votar em nome de sua família e não nas necessidades da família brasileira. O sentimento do interesse coletivo não foi em nenhum momento respeitado. Mais de 60% do Parlamento têm indícios de corrupção e contas na Suíça”, criticou.

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