Polícia analisa imagens para identificar assassinos de vítima de latrocínio

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Polícia Civil está juntando pistas que possam identificar os autores do crime que tirou a vida de Ana Paula Rodrigues Firmino Lopes, na madrugada desta quarta-feira (3), em João Pessoa. O crime, que aconteceu no bairro João Paulo II, é tratado como latrocínio, já que a moto da vítima foi levada. O veículo foi encontrado horas após, no bairro Funcionários III, em frente à casa de um homem que atua como flanelinha.

O delegado João Paulo Amazonas, da Delegacia de Homicídios, confirmou que há imagens de câmera de segurança no momento do crime, mas ainda não foi divulgado para não atrapalhar as investigações. Ele ressaltou ainda que o flanelinha, que mora na casa onde encontraram a moto, foi ouvido, mas não é considerado suspeito. O veículo foi levado para a Central de Polícia de João Pessoa, no bairro do Geisel, para perícia.

O crime aconteceu após a meia noite, na Rua Juiz Manoel João da Silva. Segundo a polícia, a mulher terminou o expediente e seguiu de moto pelo caminho que sempre percorria, na intenção de voltar para casa, no bairro Funcionários. Na altura do bairro João Paulo, ela foi abordada por suspeitos que estavam em uma moto.

A dupla teria anunciado um assalto. Houve disparo de arma de fogo e os suspeitos fugiram logo em seguida. A mulher foi atingida na cabeça e morreu ainda no local.

Em entrevista à TV Tambaú, o vigilante Johnson Pereira, marido de Ana Paula, afirmou que tinha o costume de encontrá-la no caminho, mas nessa ocasião não foi. Ele afirmou que estava cansado de um serviço que tinha feito ao longo do dia.

Ao notar que a companheira estava demorando, Johnson pegou a bicicleta e decidiu fazer o mesmo percurso que ela faria. Ele relatou que, no caminho, notou uma movimentação ao lado de uma Unidade de Saúde da Família (USF).

“Perguntei, ninguém me respondeu, eu passei pelo isolamento e fui pedir informação. Vi ela estirada no chão, com perfuração na cabeça, do lado esquerdo e estava em óbito já, infelizmente”, lamentou.

O companheiro da vítima acredita que a esposa tenha reagido ao assalto: “Segundo o que escutei, ela foi reagir, levaram a moto, ficou revoltada. Ela tem essa moto há 14 anos, foi suado, mas, infelizmente, a gente não pode fazer nada. É a revolta da pessoa, o momento, o que acontece hoje no dia a dia. O trabalhador é quem paga”, declarou.

Johnson chegou a mencionar que a esposa frequentava a igreja, era missionária e não tinha inimigos. Ela estava trabalhando no supermercado, que fico no bairro Água Fria, em João Pessoa, há cerca de quatro meses.

Segundo o companheiro, o velório está previsto para acontecer na cidade de Camutanga, em Pernambuco. O corpo de Ana Paula foi liberado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC-PB). Em seguida, deve ser levado para Pernambuco, onde haverá uma breve cerimônia. O sepultamento está previsto para ocorrer ainda  nesta quarta-feira (3).

Com T5

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