Corpo de bebê some após traslado para João Pessoa, e pais descobrem que caixão voltou para SP

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Os pais de um bebê de 10 meses, que morreu em São Paulo, aguardam a chegada do corpo dela que estava em um traslado e chegaria à João Pessoa, nesta quarta-feira (27). César Rodrigues aguardava o pouso do voo às 11h20 no Aeroporto Castro Pinto, mas após 2 horas de buscas no setor de carga, a companhia aérea informou que o corpo da filha não se encontrava no avião.

g1 entrou em contato com a Latam Airlines, empresa responsável pelo voo LA 3348, que saiu de São Paulo às 8h20 desta quarta-feira. Segundo companhia aérea, “houve uma falha ocorrida no processo de desembarque do voo que retornou para a origem com a urna funerária”.

A Latam informou ainda que “lamenta profundamente e considera inadmissível” o ocorrido. Disse também que “está em constante contato com os familiares e compreende toda a sua indignação com o ocorrido, sobretudo neste momento de dor”.

Por fim, a cia aérea alega que “já providenciou embarques aéreo e terrestre para que a entrega [do corpo] seja concluída diretamente no município de Princesa Isabel (PB), nesta madrugada”.

De acordo com César, o responsável por receber o corpo da filha dele era o funcionário de uma empresa funerária, que presta assistência em casos de corpos em translado. Eles aguardavam juntos a chegada do voo, quando foram notificados do acorrido.

O pai também disse foi o responsável por realizar o procedimento de embarque do corpo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

“A gente fica sem saber o que fazer. Ela faleceu ontem às 8h da manhã e estava para ser velada hoje às 17h. Eu já estou com medo se esse corpinho dela vai aguentar por mais tempo, até quando aparecer. Isso aí não é coisa que se faça não”, lamentou o pai.

Nas redes sociais, César também informou o ocorrido aos familiares e amigos da cidade onde moram, Princesa Isabel, no Sertão da Paraíba.

Elise Maria Rodrigues de Lima morreu vítima de uma infecção pulmonar após realizar procedimentos cirúrgicos em decorrência de uma doença genética, a síndrome de Apert.

Foi feita, inclusive, uma campanha com a hashtag #TodosPorElise, para unir recursos que seriam utilizados no tratamento dela na capital paulista.

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