Sargento baleado pelo filho segue em estado grave no Hospital de Trauma-CG

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O sargento da Polícia Militar baleado pelo próprio filho no município de Patos, Sertão paraibano continua internado em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. No atentado a esposa dele e o filho de sete anos foram mortos pelo filho mais velho, de 13 anos.

O militar deu entrada no Hospital de Trauma à 00h25. Conforme boletim médico emitido pela unidade hospitalar, ele está internado na área vermelha e seu quadro clínico é grave estável. Inicialmente ele foi socorrido para o Hospital Regional Janduhy Carneiro, em Patos, e transferido para Campina Grande.

O garoto foi apreendido pela Polícia Civil e confessou ter assassinado a mãe e o irmão após ter sido proibido pelos pais de jogar on-line e ser cobrado para ter boas notas na escola e colaborar com as atividades domésticas.

Crime em família

O pai do menino, identificado como sendo o sargento Benedito, tinha saído de casa para comprar um remédio para a esposa, que estava com dor de dente, mas antes pegou o celular do adolescente após ele ter tirado notas baixas.

Conforme o depoimento, foi nesse momento que o garoto foi até o escritório do pai e pegou a arma que estava guardada em um armário de ferro. Ele então foi até o quarto da mãe, que estava dormindo, encostou a arma em sua cabeça e atirou.

O irmão dele, que estava em outro quarto, correu ao encontro da mãe ao escutar o disparo e ao ver a mãe morta iniciou uma briga com o adolescente, que correu atrás dele pela casa na tentativa de atirar também contra a criança.

Foi quando o pai chegou em casa e tentou intervir, pedindo para que o adolescente não atirasse e entregasse a arma.

“Ele terminou efetuando um disparo contra o pai, que caiu na sala. O irmão mais novo ao ver o pai caído foi tentar socorrê-lo, se abraçou com o pai, foi quando ele atirou no irmão pelas costas. Depois friamente ele guardou a arma onde estava antes, chamou o Samu e tentou forjar um assalto, mas com todas as diligências que fizemos conseguimos elucidar esse caso”, explicou o delegado Renato Leite.

Além de ser proibido de jogar virtualmente e cobrado para tirar boas notas na escola, o adolescente afirmou que se sentia pressionado para fazer atividades domésticas pelos pais.

O garoto permanece apreendido, aguardando decisão judicial.

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