CRM-PB interdita Unidade Básica de Saúde Baralho em Bayeux

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O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba interditou na última sexta-feira (18), Unidade Básica de Saúde Baralho, em Bayeux, na Grande João Pessoa. A fiscalização interditou eticamente os médicos que trabalham no local.

A equipe já havia realizado uma vistoria na unidade no dia 8 de fevereiro. Na época foi constatado problemas de infraestrutura, insalubridade, ausência de equipamentos básicos, além de falta de segurança para profissionais e pacientes.

Durante a fiscalização desta sexta-feira (18), foi verificado que as providências para resolução das inconformidades ainda não haviam sido tomadas e o Conselho interditou eticamente a UBS, a partir da zero hora do sábado (19).

Esta é a terceira vez que o CRM-PB interdita a unidade nos últimos três anos. Em 2019 a UBS ficou interditada por mais de um mês, entre agosto e setembro, por falta de segurança. Em maio de 2021, foram quase 30 dias de interdição novamente, por praticamente os mesmos problemas encontrados em fevereiro de 2022.

“A interdição ética é o último recurso que adotamos para que a população não seja prejudicada. Infelizmente, a UBS Baralho oferece, novamente, risco de comprometimento à saúde e integridade física dos profissionais e dos pacientes”, afirmou o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

Conforme o relatório de fiscalização, no dia 8 de fevereiro deste ano, a UBS Baralho funciona em prédio residencial adaptado. Recentemente foi realizada pintura no prédio, mas há indícios de manutenção insuficiente, com ambientes sem iluminação, infiltração e mofo na sala de vacina, no consultório médico, na copa e nos sanitários. Falta de higiene em praticamente toda a unidade, mobiliário com desgaste, não há registro de controle de pragas, faltam sabão líquido, papel toalha, papel lençol e álcool em gel.

Também faltam formulários para prontuário e equipamentos nos consultórios. Os funcionários ainda relataram que não há segurança ao patrimônio e aos membros da equipe, ficando estes vulneráveis a ameaças de pacientes ou acompanhantes. O relatório do CRM-PB foi encaminhado ao gestor municipal e à Vigilância Sanitária.

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