Candidato à presidência da OAB aceitou ser secretário de prefeito preso com dinheiro na cueca; Raoni rebate

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Você aceitaria ser auxiliar de um político que foi preso em flagrante com dinheiro na cueca? Raoni Vita, candidato à presidência da OAB aceitou. Raoni ocupou o cargo de procurador da cidade de Bayeux na gestão do ex-presidiário Berg Lima. O fato do então prefeito ter sido preso em flagrante por corrupção não constrangeu em nada o candidato:

O mais curioso é que Raoni Vita tem combatido a politização na OAB, como se fosse crime candidatos terem relações políticas. Não é. Mas certamente é imoral o fato de um candidato à OAB aceitar ser auxiliar de um prefeito que envergonhou a Paraíba e foi manchete nacional.

O próprio currículo do candidato ajuda a desconstruir seu discurso antipolítico. Além da prefeitura de Bayeux, Raoni Vita já ocupou cargos de confiança nas prefeituras de João Pessoa, Riachão do Bacamarte, Barra de São Miguel e Conde.

E tudo bem. Com exceção do cargo na gestão do ex-presidiário Berg Lima, não há conflito ético ou moral em ocupar funções de confiança na política. Mas é muita hipocrisia criticar os demais concorrentes por aquilo que o próprio candidato pratica. Exigindo que os outros se comportem dentro de certos parâmetros de conduta moral que a própria pessoa não adota.

O que Raoni

Em contato com o blog, a assessoria de Raoni Vita, candidato à presidência da OAB, confirmou que ele atuou como auxiliar do ex-prefeito de Bayeux, Berg Lima, que foi preso em flagrante com dinheiro na cueca, mas reassumiu a gestão no dia 19 de dezembro de 2018. No dia 20, Berg Lima nomeou Raoni Vita para a procuradoria do município. Confira a nota:

O candidato de oposição nas eleições da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), Raoni Vita, esclareceu que atuou na Procuradoria Geral do Município de Bayeux por apenas 20 dias, menos de um mês, no início de 2019, e que pediu exoneração após montar a estrutura de gestão do órgão.

Raoni aproveitou para criticar a tentativa de, mais uma vez, criminalizar a atividade advocatícia, com a associação da atuação profissional aos atos de uma gestão.

“Lamento essa vertente. A advocacia não pode aceitar esse fantasma. Criminalizar o exercício profissional de advogados e advogadas que atuam seja em que área for, eleitoral, municipalista, criminalista é leviano. É contra essas posturas que a OAB precisa levantar a sua voz. Se posicionar e atuar com ações concretas para refutar esse tipo de discurso”, comentou.

Raoni esclareceu ainda que não se posiciona contra a participação de advogados em cargos de gestão pública, sobretudo em cargos que são privativos de advogados. Ele rechaçou a tentativa de distorção de seu discurso.

“O que tenho criticado são os que assumem um compromisso com a advocacia, que colocam seu nome a disposição da política da Ordem, mas que não cumprem com a missão para qual se propuseram a exercer. Abrem mão dela para se dedicar a um projeto meramente pessoal simultaneamente. Se não havia o compromisso com a advocacia, melhor não ter se disposto a participar do processo. Eu defendo honrar o compromisso assumido com nossa classe”, ressaltou.

Com Politika

 

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