Mulher que matou homem para não morrer pode ser condenada a 30 anos de prisão em João Pessoa

0
1000

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nessa terça-feira (24), a mulher de 41 anos que matou um homem no bairro de Mangabeira, em janeiro deste ano, com um tiro na cabeça.

Na ocasião, ela relatou que sofria perseguição e ameaças pelo homem de 45 anos, e que também teria sido estuprada por ele quando era adolescente. Ao ser presa ela disse: “Matei para não morrer”. A vítima também já tinha matado o esposo dela.

O MPPB denunciou ela por homicídio duplamente qualificado ( motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima). Caso seja condenada, ela poderá pegar até 30 anos de prisão. A defesa da mulher será feita pelo advogado criminalista, Getúlio Souza, que inclusive conseguiu coloca-la em liberdade.

Crime

A vítima utilizava tornozoleira eletrônica, possivelmente, segundo o delegado Ademir Fernandes, porque foi condenado pela morte do esposo da suspeita do crime, cometido há 3 anos. “Meu filho me disse: aquele cara foi o cara que matou o meu pai”, relatou a mulher, que não havia reconhecido o homem em outras vezes que ele apareceu, porque ele estava com a aparência diferente.

De acordo com o delegado à época, a mulher contou que a vítima apareceu em seu local de trabalho, num boxe próximo a um shopping do bairro, no último sábado (16). “Se não fosse eu, meu filho teria matado ele”, afirmou a mulher suspeita de cometer o crime.

A mulher, que tem 10 filhos, foi rendida por um homem, que trabalha como segurança e estava no local. Ela disse que estava juntando dinheiro para comprar uma moto, mas, ao sofrer ameaças e perseguição, decidiu comprar a arma, na feira de Oitizeiro, para cometer o crime.

Ela foi levada ao quartel do Corpo de Bombeiros e, de lá, encaminhada à delegacia da Polícia Civil, em Mangabeira.  Ela responde o crime em liberdade.

 

Comentários