21/05/2015 às 18h14
Bagaço em evidência

Usinas de cana de açúcar são as novas vedetes do setor energético

Atoladas em uma aguda crise há pelo menos sete anos, usinas de açúcar e etanol voltaram a atrair a atenção de investidores. Mas, dessa vez, o interesse de fundos e gestoras não está no que elas produzem, mas no que era antes um subproduto do processo de produção dessas usinas: a energia gerada por meio do bagaço de cana.

Entre os fundos interessados em investir no setor estão a gestora canadense Brookfield, as americanas Lone Star e Black River, além da brasileira GP Investments.

A energia gerada por meio da biomassa corresponde a 4% do consumo energético nas usinas brasileiras, e uma parte considerável é produzida no Nordeste. O setor está valorizado e é a única divisão lucrativa de usinas sucroalcooleiras, lembrando a longa fase de ciclo de baixa dos preços do açúcar e do etanol. “A cogeração é uma receita garantida para essas usinas, que negociam contratos de longo prazo, de 15 a 25 anos”, afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).

Da Redação com Estadão Negócios

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