09/12/2015 às 06h54 • atualizado em 09/12/2015 às 18h46
Mare Clausum

Polícia Federal prende quadrilha que fraudava empréstimos consignados da Caixa

A Operação Mare Clausum, da Polícia Federal, desarticulou na terça (8) uma quadrilha que fraudava empréstimos consignados da Caixa. A investigação, que começou há seis meses, descobriu irregularidades em pelo menos 90 contratos.

De acordo com a PF, o prejuízo estimado é de R$ 3 milhões e os titulares eram militares reformados e pensionistas da Marinha do Brasil.

Segundo a polícia, a quadrilha acessava o portal de consignações da Marinha e prometia a quitação dos empréstimos com a instituição. Dessa forma, convencia os devedores a entrarem no esquema para poder obter novos financiamentos em outros bancos.

Mas, conforme a PF, os empréstimos originais com a Caixa não eram pagos, porém, com a participação de funcionários da instituição, eram zerados no sistema bancário.

A PF informou que foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e decretado pela Justiça o bloqueio de contas bancárias. Além disso, os quatro investigados estão impedidos de deixar o país.

Dependendo da participação de cada um no esquema, responderão pelos crimes de associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações, estelionato e peculato.

A operação, que teve apoio da Gerência de Segurança da Caixa, levou o nome de Mare Clausum, por ser, segundo a PF, “um termo legal utilizado no direito internacional significando um mar fechado, sujeito à navegação exclusiva de um país”.

Fraudes em benefícios previdenciários

Também hoje, a PF desencadeou a Operação Fantasma e prendeu um homem, de 37 anos, suspeito de fraudes para conseguir benefícios previdenciários. Ele foi indiciado pelo crime de estelionato qualificado.

Além disso, foi decretado o sequestro de seus bens para cobrir prejuízos causados à Previdência Social, que pelos cálculos da polícia superam R$ 1 milhão. A polícia cumpriu também dois mandados de busca e apreensão.

A PF informou que o homem é morador da Taquara, bairro da zona oeste do Rio. No esquema, ele usava contas bancárias próprias e de outras pessoas da família para receber os pagamentos dos benefícios irregulares. De acordo com a PF, já foram identificados sete benefícios fraudulentos.

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