25/11/2015 às 13h38
PF

CPI apura participação de banco americano em desvios dos fundos de pensão

Na tarde de ontem, agentes da Polícia Federal estiveram na sede do banco BNY Mellon, no Rio de Janeiro, para cumprir diligência de busca e apreensão, a pedido da CPI dos Fundos de Pensão, instalada na Câmara dos Deputados. De acordo com o presidente da CPI, Efraim Filho (DEM-PB), o objetivo da diligência foi buscar elementos que comprovem a ciência da sede do banco BNY Mellon, nos Estados Unidos, sobre os desvios cometidos pela subsidiária brasileira com recursos da Postalis – fundo de pensão dos servidores dos Correios. Estima-se que os prejuízos causados nessas operações sejam de US$ 400 milhões. O material passará por um escrutínio da Polícia Federal. EXPRESSO apurou que um dos alvos dos investigadores é Fabrizio Neves, dono de uma gestora de fundos de investimentos que deveria ter sido fiscalizada pelo BNY Mellon. Fabrizio foi convocado a depor na CPI dos Fundos de Pensão, mas simplesmente não apareceu.

Nos Estados Unidos, o BNY Mellon já enfrentou problemas por defraudar fundos de pensão e sobretaxar transações de clientes. Por isso, até toparam pagar multa de US$ 714 milhões a órgãos americanos, de acordo com publicação do “Wall Street Journal” em março deste ano.

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